VERÃO

Além da dengue, calor traz risco dos escorpiões

Por Nathália Sousa |
| Tempo de leitura: 3 min
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A incidência de escorpiões costuma aumentar em épocas de mais calor, como acontece agora
A incidência de escorpiões costuma aumentar em épocas de mais calor, como acontece agora

Com a alta de temperaturas e as chuvas constantes, os insetos e aracnídeos costumam ter a reprodução acelerada. Em relação ao Aedes aegypti, transmissor da dengue, que se reproduz em água parada, já é esperada uma epidemia neste ano, tanto em Jundiaí quanto no restante do país. Em relação aos escorpiões, que também se reproduzem mais no calor, o foco é evitar acidentes e a proliferação do aracnídeo, principalmente eliminando o alimento dele, que costumam ser baratas.

A fim de evitar as arboviroses e acidentes com escorpiões, a Diretoria de Vigilância em Saúde promoveu um encontro com representantes de todas as Unidades de Gestão (UGs) da Prefeitura de Jundiaí, para que houvesse explicações e dúvidas sobre os temas fossem sanadas. Em decorrência de diversos fatores, como a alta da temperatura global, há registros de aumento do número de casos de arboviroses e acidentes com escorpiões.

MOSQUITO

Em Jundiaí, o ano já tem o registro de 162 casos positivos de dengue, entre os contraídos na cidade (124) e os importados de outros municípios (38). Metade, 81, foi registrada só no Ivoturucaia. Outros 230 casos estão sob avaliação e aguardam resultados de exames. Há também uma notificação de caso suspeito de zika e uma de chikungunya.

No município, de acordo com a biomédica e gerente da Vigilância em Saúde Ambiental (Visam) Ana Lucia de Castro Silva, ainda não se sabe se há circulação da variante 3 do vírus da dengue em Jundiaí. Essa variante voltou a circular depois de anos e há mais registros de casos graves onde ela já foi confirmada. Além do calor, as chuvas constantes ajudam o Aedes aegypti, que se reproduz em água parada. Por isso, é importante redobrar a atenção nesta época.

ESCONDIDOS

Já os escorpiões, que também costumam se reproduzir mais no verão, trazem o risco do veneno, principalmente para crianças e idosos. No ano passado, Jundiaí teve 94 casos de picadas do aracnídeo, quatro a menos que em 2022, quando 98 picadas foram registradas na cidade no ano.

Ivan Gasparazzo, de 42 anos, mora há 35 anos na Vila Hortolândia e diz que a presença de escorpiões é constante, mas aumenta no verão. "Todos os verões tem escorpião. Moro aqui na Vila Hortolândia desde 1988 e sempre encontramos esses bichos. Acredito que venham do esgoto, porque pegam baratas. Mas não adianta pedir ajuda, porque, como tem sempre, vem gente da prefeitura uma vez só, depois não voltam porque já vieram. Esses dias apareceu no vizinho e tenho filho de três anos. É o escorpião amarelo e aparece mais nessa época de mais calor e chuva."

Ele diz que adota medidas por conta para se livrar dos insetos, como o uso de querosene. "Hoje, tenho 42 anos e me mudei para cá com sete. Lembro do meu pai e da minha mãe reclamando desde sempre, na época, iam até a prefeitura fazer protocolo, tanto que meu pai fechou uma caixa de esgoto que tinha aqui. No dia a dia, a gente tem cuidado de olhar roupa, calçado, mas aprendi com meu sogro, que mora em área rural, a jogar querosene para espantar, então jogo perto de muro e acabo tendo esse gasto com o querosene", reclama.

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