RECÉM-NASCIDOS

Polícia Federal deflagra operação em Itatiba contra tráfico de bebês para a Europa

Durante as investigações, verificou-se que em menos de um mês um mesmo homem, de nacionalidade portuguesa, havia registrado duas recém-nascidas como suas filhas em um hospital

Por Da Redação | 04/12/2023 | Tempo de leitura: 1 min
Polícia

POLÍCIA FEDERAL

A operação teve cumprimentos de mandados nesta segunda-feira em Valinhos e também Itatiba
A operação teve cumprimentos de mandados nesta segunda-feira em Valinhos e também Itatiba

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta segunda-feira (4), a Operação Deverra, visando combater o tráfico internacional de bebês recém-nascidos brasileiros, a partir do estado de São Paulo, para o continente europeu. No total, estão sendo cumpridos seis mandados judiciais (quatro mandados de busca pessoal, um mandado de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva), nas cidades de Valinhos e Itatiba.

A investigação teve início no último dia 30 com notícia oriunda do Ministério Público (MP) do Estado de São Paulo de que um bebê recém-nascido na cidade de Valinhos - que ainda se encontra no hospital -, havia sido abandonado pela mãe e foi registrado como filho de um homem de nacionalidade portuguesa.

As suspeitas recaíram no possível tráfico internacional de bebês, e verificou-se que em menos de um mês, o mesmo homem de nacionalidade portuguesa havia registrado outra recém-nascida no mesmo hospital como sua filha.

A Polícia Federal constatou que esses registros de paternidade se deram por uso de documentos falsos perante a Justiça Estadual, em juízos diferentes, acompanhados de pedidos de guarda unilateral dos bebês, o que lhe permitiria sair do país sem anuência da mãe.

Pelos delitos apurados até o momento, os envolvidos poderão responder pelos crimes de tráfico internacional de crianças, registro falso, promoção de ato destinado ao envio de criança ou adolescente para o exterior com inobservância das formalidades legais ou com o fito de obter lucro, entre outros delitos que poderão ser melhor definidos após a análise do material apreendido, podendo a pena ultrapassar 18 anos.

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