BRASIL EM CAMPO

Torcedoras vibram e prometem acordar cedo pela seleção na Copa

Por Luana Nascimbene |
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ARQUIVO PESSOAL
Mariele Oliveira, de 29 anos, já programou seu despertador para não perder os jogos da seleção
Mariele Oliveira, de 29 anos, já programou seu despertador para não perder os jogos da seleção

Na expectativa pela estreia da seleção brasileira na Copa do Mundo feminina, torcedoras contam as horas para acompanhar o Brasil em campo e prometem madrugar para não perder nenhum jogo. O primeiro desafio da seleção será amanhã (24), às 8h, contra o Panamá.

Pedagoga e goleira de futsal do Time Jundiaí, Mariele Oliveira, de 29 anos, já programou seu despertador para não perder os jogos da seleção. Ansiosa para ver a Amarelinha em campo, ela já separou a camisa do Brasil. "Estou muito animada. Já assisti aos jogos da estreia, da Austrália e Nova Zelândia, na madrugada, e a ansiedade para ver o Brasil em campo só aumenta. Estou bastante confiante, acredito que vamos vencer o primeiro jogo com facilidade. Aposto em 5 a 1", diz.

FAVORITISMO

O Brasil entra em campo mesclando jogadoras jovens, da nova geração, e experientes, como Marta e Tamires. A torcedora Brenda Forli, de 21 anos, acompanha futebol feminino desde 2016 e acredita que a seleção é uma das favoritas ao título. "As expectativas são altas. Acompanhei os últimos amistosos da seleção brasileira e o desempenho foi muito bom. Acredito que vamos chegar longe nessa Copa. É claro que temos seleções que estão à frente, como Inglaterra e os Estados Unidos, mas o Brasil também tem capacidade e talento para alcançar a final", diz a torcedora.

Outra torcedora fanática pela seleção brasileira feminina, Sofia Borges, de 16 anos, acredita que a Amarelinha também é uma das favoritas ao título e aposta no talento das jogadoras Marta, Bia Zaneratto e Tamires. "São jogadoras que inspiram, por toda trajetória no futebol e toda luta para fazer a modalidade crescer cada dia mais. Sem dúvidas nossa seleção vai representar os milhões de torcedores e, se tudo der certo, voltar para casa com o troféu. Estou confiante", diz Sofia.

VISIBILIDADE

A Copa do Mundo feminina começou na última quinta-feira (2) quebrando recorde de audiência e público nos estádios. Este feito histórico foi comemorado por mulheres que torcem e vivem o futebol feminino, como é o caso da torcedora Isabela Carvalho, de 17 anos. "Eu fico muito feliz em saber que toda luta pela valorização da modalidade está dando certo e hoje o futebol feminino é uma realidade. Essa Copa é mais um grande passo à frente para que as mulheres sejam cada vez mais reconhecidas no futebol", comemora Isabela.

Para Mariele, hoje, as torcedoras estão tendo o privilégio de acompanhar o que sua geração nunca chegou perto. "Hoje temos uma visibilidade incrível. Uma Copa transmitida em TV aberta, no streaming para todo mundo assistir de graça. Além de mais publicidade, investimentos e público nos estádios. A modalidade está evoluindo em todos os sentidos, o futebol feminino nunca chegou perto desse reconhecimento. Há pouco tempo, essas atletas não tinham 1% dessa estrutura e espaço que têm hoje. É indescritível ver todo esse alcance", diz, emocionada.

INSPIRAÇÃO

A pequena torcedora Isabella Aguiar é fã de carteirinha da Marta e da goleira Lelê e promete não perder um jogo da seleção. Além de torcedora, Isa também é atleta de futebol de campo e futsal do Time Jundiaí, atuando como volante e goleira, e se espelha nas jogadoras do Brasil. "Ver toda essa torcida pelas meninas da seleção brasileira traz muito incentivo para quem sonha em se tornar jogadora profissional. É uma Copa que está tendo muito reconhecimento e visibilidade, isso me motiva muito para continuar jogando, me dedicando em campo e lutando pelo meu espaço", diz a atleta.

Brenda Forli, de 21 anos, acompanha o futebol feminino desde 2016 e está ansiosa para ver o Brasil em campo
Brenda Forli, de 21 anos, acompanha o futebol feminino desde 2016 e está ansiosa para ver o Brasil em campo
Isabela Carvalho, de 17 anos, comemorou o sucesso que a Copa está fazendo.
Isabela Carvalho, de 17 anos, comemorou o sucesso que a Copa está fazendo. "Eu fico muito feliz em saber que toda luta pela valorização da modalidade está dando certo e hoje o futebol feminino é uma realidade

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