ECONOMIA

Preço do remédio chega a variar 272% em Jundiaí

Por Rafaela Silva Ferreira | Jornal de Jundiaí
| Tempo de leitura: 3 min
Jornal de Jundiaí
O medicamento Dexametasona tem diferença de quase R$ 3 reais nas farmácias consultadas
O medicamento Dexametasona tem diferença de quase R$ 3 reais nas farmácias consultadas

O mesmo remédio pode ter uma variação grande de preço, dependendo da farmácia e também se é genérico ou de referência. Uma pesquisa realizada pela Fundação Procon SP, em parceria com o Procon de Jundiaí, analisou 51 medicamentos - sendo 26 de referência e 25 genéricos - e revelou uma variação de até R$ 85,84.

O estudo foi feito em 10 drogarias da cidade e divulgado nesta semana. A pesquisa tem como objetivo informar o público sobre os preços aplicados no mercado.

Entre os medicamentos de referência, a maior diferença de preço encontrada foi no Luftal (Bristol-Meyers), de 75 mg. A diferença foi de 73,19%, sendo o valor médio de R$ 29,18. Já dentre os genéricos a maior diferença foi no Glibenclamida, de 5 mg - 30 comprimidos. A diferença foi de 272%, sendo o preço médio R$ 6,59. Outro destaque é que os medicamentos genéricos apresentam valores, em média, 51,85% menores.

"Para fazer a compra com o melhor preço o consumidor deve pesquisar e estar atento às práticas de cada farmácia, como descontos provenientes de planos de saúde ou programas sociais do poder público e de fidelidade no estabelecimento. Importante também verificar os valores na lista de Preços Máximos dos Medicamentos (PMC), disponível no site da Anvisa", afirma a chefe do Procon de Jundiaí, Valéria Tavares.

Na pesquisa realizada, os medicamentos Acetato de Dexametasona, Citalor, Clonazepam, Pamelor e Voltaren apresentam maior diferença de preços. À vista disso, a reportagem do JJ foi até algumas farmácias de Jundiaí, a fim de comparar a variação.

Farmácia na rua Barão de Jundiaí:

Dexametasona

Genérico: R$ 10,30

Referência : R$ 11,30

Citalor

Genérico: R$ 59,30

Referência: R$ 115,00

Clonazepam

Genérico: R$ 19,70

Referência: R$ 32,50

Pamelor

Genérico: R$ 29,80

Referência: R$ 51,70

Voltaren

Genérico: R$ 22,50

Referência: R$ 43,90

O balconista Jailson Pereira da Silva explica que existem motivos para que aconteça a variação. "Medicamentos similares podem ser fabricados por diferentes empresas, resultando nessas diferenças de valores. Algumas marcas podem ser mais conhecidas ou ter uma reputação de qualidade superior, o que pode influenciar também."

Também rua Barão de Jundiaí:

Dexametasona

Genérico: R$ 8,98

Citalor

Genérico: R$ 29,90

Referência: R$ 117,00

Clonazepam

Genérico: R$ 9,12

Referência: R$ 20,40

Pamelor

Genérico: R$ 16,00

Referência: R$ 38,90

Voltaren

Genérico: R$ 5,97

Referência: R$ 51,00

A balconista Luzia comenta que os medicamentos podem ter diferentes níveis de complexidade em sua produção, o que também ocorre com a variação de preços. "Alguns remédios exigem tecnologias mais avançadas, processos mais complexos ou matérias-primas mais caras, o que pode resultar em custos de produção mais elevados." Ela também pontua sobre os impostos. "Os medicamentos estão sujeitos a impostos e regulamentações específicas em cada país. Esses fatores podem variar e influenciar diretamente os preços finais. Sem contar a margem de lucro, já que as farmácias e distribuidoras também precisam obter lucro para cobrir seus próprios custos operacionais."

Por razão dos preços altos pagos em medicamentos de referência, a balconista também esclarece que 80% dos clientes preferem os genéricos.

Rua do Rosário:

Dexametasona

Genérico: R$ 12,10

Citalor

Genérico: R$ 52,77

Referência: R$ 145,36

Clonazepam

Genérico: R$ 15,44

Referência: R$ 32,57

Pamelor

Genérico: R$ 36,76

Referência: R$ 60,88

Voltaren

Genérico: R$ 15,69

Referência: R$ 51,68

O balconista Lucas, explica que os medicamentos de marca geralmente têm preços mais altos em comparação com medicamentos genéricos equivalentes porque as empresas farmacêuticas investem em campanhas de marketing para construir reconhecimento e lealdade à marca. "Essas campanhas aumentam os custos de marketing, que são repassados aos consumidores através de preços mais altos. E, embora essas promoções possam reduzir temporariamente os preços dos medicamentos, os custos de marketing associados a essas campanhas são considerados nos preços regulares."

Os preços também variam dependendo da mg do medicamento.

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