Opinião

Nota de esclarecimento

08/03/2023 | Tempo de leitura: 3 min

A Diocese de Jundiaí e a Cáritas-SP vêm a público prestar esclarecimentos sobre um vídeo que circulou nas redes sociais, publicado no dia 24 de fevereiro de 2023, proliferando notícias deturpadas sobre a visita do Exmo. Dr. Alexandre Rocha Santos Padilha, Ministro de Estado da Secretaria das Relações Institucionais da Presidência da República, à Cúria Diocesana na manhã do dia 25 de fevereiro de 2023.

Em conformidade ao Texto-Base da Campanha da Fraternidade de 2023, parágrafo 168-d, convidamos o Ministro, que já tinha agenda na região, para um encontro com os nossos padres, diáconos, agentes e lideranças da Cáritas-SP, e das pastorais sociais, com a finalidade de apresentar-lhe as dez propostas de ação sociopolítica de combate à fome em nosso país, direcionadas à esfera do Governo Federal.

Ao contrário do que foi divulgado no vídeo, não foi o Ministro de Estado quem palestrou sobre o tema da Campanha da Fraternidade.

Importante esclarecer que o evento não foi aberto ao "grande público" por dois simples motivos: limitação de espaço (nosso auditório tem capacidade máxima para 200 pessoas) e de tempo (agenda do Ministro de Estado).

Diferentemente do que foi divulgado paralelamente, o encontro não teve caráter "secreto".

Tal evento foi apenas mais uma ação do lançamento oficial da Campanha da Fraternidade de 2023 em nossa Diocese, entre outras, a saber: a) Lançamento oficial do Texto-Base no dia 03/02/2023, em nossa Cúria Diocesana; b) Lançamento oficial da Campanha em todas as nossas paróquias na Quarta-Feira de Cinzas; c) Lançamento oficial nas Câmaras de Vereadores nos 11 municípios que compõem a nossa Diocese, em diversas datas.

A visita do Ministro de Estado foi de caráter institucional, sem nenhum vínculo ideológico ou político partidário.

A Diocese de Jundiaí, seu bispo e a Cáritas-SP defendem, são guardiões legítimos e fiéis dos princípios transmitidos pelas Sagradas Escrituras, pela Tradição e pelo Magistério da Igreja.

Reafirmam a centralidade da dignidade integral da pessoa humana, desde a sua concepção até a sua morte natural, passando pela elaboração, manutenção e defesa das políticas públicas promotoras da vida.

A Campanha da Fraternidade não é um produto de correntes de pensamento, nem simplesmente uma atividade social ou política/partidária. É, antes de tudo, um caminho de conversão oferecido pela Igreja no Brasil em vista da edificação do Reino de Deus.

Recordemos o papel do Magistério exercido em comunhão, fidelidade e caridade através dos Bispos da Igreja do Brasil.

A Campanha da Fraternidade não é uma ação pastoral isolada. Ela concorre para a unidade eclesial, na medida em que integra, há mais de 60 anos, um projeto de conversão ao Evangelho num tempo litúrgico favorável, a Quaresma.

Por fim, reprovamos com veemência as recorrentes manifestações contrárias à Campanha da Fraternidade e à CNBB, especialmente as que atacam a Santa Igreja Católica na pessoa de seus bispos. E ainda mais, particularmente, nossa diocese.

Embora seja dado a todo e qualquer cidadão o direito à liberdade de expressão, seus posicionamentos nem sempre representam o pensamento oficial do Magistério dos legítimos pastores da Igreja Católica Apostólica Romana nessa Terra de Santa Cruz.

Não permitamos jamais que nos roubem a alegria do Evangelho! Que a alegria do Senhor seja sempre a nossa força!

Dom Arnaldo Carvalheiro Neto é bispo diocesano de Jundiaí (verboadm@dj.org.br)

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do SAMPI

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