O homem de 23 anos, preso por policiais civis do 4º DP (da Vila Arens), na tarde de quarta-feira (21), apontado como autor de um homicídio ocorrido na madrugada do mesmo dia, no Jardim do Lago, em Jundiaí, passou por audiência de custódia nesta quinta-feira (22), no Fórum da cidade. Durante a audiência, a Justiça entendeu como legal a prisão feita em cumprimento do mandado para temporária - solicitado pelo delegado Paulo Sérgio Martins -, e manteve a detenção, determinando a condução do suspeito ao Centro de Detenção Provisória (CDP).
O indiciado, que foi preso em sua casa, nas proximidades da delegacia, confessou o crime, justificando que estava sendo extorquido. "Ele afirmou que a vítima havia emprestado R$ 400 a ele, mas que estava pedindo R$ 1,2 mil, fazendo ameaças, caso não ele não pagasse esse valor", disse o investigador-chefe Julio, que completou. "Na casa dele também achamos a roupa que ele estava usando, toda suja de sangue, e a faca usada no crime".
Agora o indiciado aguardará no CDP seu julgamento ou novo pronunciamento da Justiça.
RELEMBRE O CASO
Um homem foi encontrado morto, com um corte no pescoço, na madrugada de quarta-feira, em um canteiro ao lado da Escola Municipal de Ensino Básico (Emeb) Clotilde Copelli De Miranda, no Jardim do Lago. A Polícia Militar foi acionada por populares, preservou o local e acionou a Polícia Civil e a Perícia Técnica. Imediatamente os detetives Júlio e Marcos deram início às investigações e logo identificaram a vítima, que tinha 37 anos e morava na Vila Didi. Também foi descoberto que ele tinha diversas passagens criminais por roubo.
PERIGOSO
Segundo contou um morador do bairro - que procurou a reportagem do Jornal de Jundiaí -, o local onde ocorreu o crime é perigoso e bastante frequentado por usuários de drogas. "O lugar serve de rota para quem vai comprar drogas na Vila Esperança. Eles voltam com o entorpecente e param ali para fazer o uso. Sempre tem alguma confusão, bem ao lado de uma escola. É preciso atenção das autoridades para este local".