EX-NAMORADO

Mulher espancada e ameaçada de morte pede socorro às enfermeiras do São Vicente

Por Fábio Estevam | Polícia
| Tempo de leitura: 3 min
Jornal de Jundaí
Os PMs conduziram o preso ao Plantão Policial, onde ele confessou parte das acusações feitas pela ex-namorada
Os PMs conduziram o preso ao Plantão Policial, onde ele confessou parte das acusações feitas pela ex-namorada

Uma mulher de 26 anos, socorrida pelo ex-namorado ao Pronto Socorro do Hospital São Vicente, em Jundiaí, com fortes dores e lesões decorrentes de agressões, segundo ela, praticadas por ele mesmo, aproveitou a oportunidade para pedir socorro a enfermeiras do local. A Polícia Militar foi acionada e o prendeu ainda na porta do hospital, onde ele a aguardava, depois de tê-la ameaçado caso o denuncia-se. O caso aconteceu na tarde do último sábado (29).

Por volta das 15 horas de sábado a PM foi solicitada pela administração do hospital para atender possível ocorrência de violência doméstica contra uma paciente que estava pedindo socorro. A informação também dava conta de que, o suspeito das agresões estava no saguão de espera, aguardando pela alta médica dela. Os policiais foram ao local e imediatamente o abordaram, para averiguação do caso.

Em conversa com a vítima ainda no local (o relato também consta no Boletim de Ocorrência), ela contou que namorou com ele por quatro meses, entre junho e 20 de outubro deste ano, data em que decidiu terminar o relacionamento. Neste dia, ao ser comunicado de que o namoro estava terminado, ele então a trancou dentro de casa (residência dele). A vítima, por sua vez, conseguiu quebrar o portão e fugiu - ela não registrou ocorrência na Polícia Civil por medo, já que, segundo ela, ele é envolvido com o 'mundo do crime'.

Passaram-se nove dias e, na madrugada de sábado (29), ela foi abordada por ele e um amigo, na rua, logo após sair do trabalho. Ele então desceu do carro e pediu para conversar com ela, que se negou, reafirmando que não havia possibilidade de reatarem o namoro. Neste momento o suspeito a agarrou pelos cabelos e passou a arrasta-la, dando socos e chutes em todo seu corpo, inclusive no rosto e na cabeça. Com a ajuda do amigo, ele também a enforcou com as mãos e a colocou no carro, a levando para a casa dele.

Após o amigo ir embora, ele trancou a casa (como havia feito no dia 20 de outubro), a impedindo de sair, e a mandou ir dormir.

Ao amanhecer, a vitima se queixou de dores pelo corpo, por causa do espancamento que havia sofrido, e pediu para ser levado ao hospital. O ex-namorado concordou, mas deixou claro que se ela pedisse ajuda ou tentasse fugir, seria morta. No entanto, assim que entrou no hospital, a vítima já pediu ajuda às enfermeiras que a atenderam, e a PM foi chamada.

ELE CONFESSOU

Ao ser abordado, inicialmente o suspeito tentou se passar por outra pessoa, mas logo começou a chorar e admitiu aos PMs que havia agredido a ex-namorada e levado ela para sua casa, a impedindo de sair porque queria reatar o relacionamento. Levado ao Plantão Policial, ele ratificou a confissão das agressões, mas alegou que não a forçou a entrar no carro ou em sua casa, onde, segundo ele, também não trancou as portas e não a impediu de sair.

Após ouvir as partes, o delegado plantonista ratificou voz de prisão em flagrante do ex-namorado pelos crimes de lesão corporal, cárcere privado e ameaça, no âmbito de violência doméstica, e também representou pela prisão preventiva, junto à Justiça.

Ela, por sua vez, pediu medida protetiva contra ele.

O caso será investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM).

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