JUNDIAÍ

'Não me arrependo. E se eu for solto, vou voltar a cometer crimes', diz homem preso

Por Fábio Estevam | Polícia
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação
O veículo foi recuperado pelos PMs cerca de meia hora depois de ter sido furtado
O veículo foi recuperado pelos PMs cerca de meia hora depois de ter sido furtado

Um homem de 42 anos de idade, que passou metade deles na prisão, foi preso novamente, por policiais militares do 49º Batalhão, na noite desta segunda-feira (24), na Vila Esperança, em Jundiaí, por furto de veículo. No Plantão Policial, em depoimento ao delegado Rodrigo Carvalhaes, ele relevou que furta para sustentar o vício em crack, fuma 40 pedras por dia, e que se fosse solto, voltaria a praticar crimes: "e não me arrependo, a vida é assim. Vou pagar pelos meus erros".

A prisão foi feita pelos policiais 2º sargento Marcelo e soldados Diniz e Gustavo, do Comando de Grupo Patrulha (CGP-1), por volta das 23 horas, após perseguição que terminou no fim da rua Guilherme Augusto Baad (que é sem saída), próximo a um ponto de tráfico de drogas, onde ele e uma mulher (carona), iriam comprar entorpecentes. De imediato confessou que havia furtado o carro mais cedo, no Jardim do Lago, e que a mulher que estava com ele não sabia de nada. Ele disse, também, que furta carros para vender a bateria e o aparelho de som, para comprar drogas.

No Plantão Policial, o suspeito declarou em depoimento: "eu confesso que cometi o furto. Eu vi a oportunidade e furtei o carro para vender a bateria e o rádio. Sou furtador assíduo, mas nao furto qualquer coisa, é só carro, para pegar bateria e rádio. Geralmente vendo as coisas no São Camilo. Sou morador de rua e viciado em crack, e cometo crimes para sustentar meu vício. Não trabalho e uso aproximadamente 40 pedras por dia, e ganho dinheiro cometendo crimes. Estou sendo sincero, assumo o que faço. Se eu for solto, vou voltar a cometer crimes, não tem jeito, sou viciado. Eu confirmo que tenho até tentativa de homicídio 'nas costas'. Não estou arrependido, é a vida, vou pegar pelo meu erro. Mas não sou do PCC (facção criminosa Primeiro Comando da Capital). Não conheço a moça que estava comigo no carro, só peguei ela para ir comprar drogas, ela não participou de nada. Minhas tatuagens foram feiras furante os 20 anos que estive preso. Não tenho nada a reclamar dos policiais, eu seu que ó estão fazendo o trabalho deles. Por fim, dentro do carro tinha um rádio, mas é de outro furto que fiz".

Depois de ouvir o preso e também os policiais, o delegado Rodrigo Carvalhaes ratificou a prisão em flagrante e encaminhou à Justiça, para ser analisado durante audiência de custódia, ua recomendação para que o flagrante seja convertido em prisão preventiva.

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