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'Não é secreta', diz presidente do PL, de Bolsonaro


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Presidente do PL, Valdemar da Costa Neto disse ontem (28) que o setor de totalização de votos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não é uma sala secreta, ao contrário do que já afirmou diversas vezes o presidente Jair Bolsonaro, também do PL.

"Não tem mais [sala secreta]. Agora é aberta", disse Costa Neto ao visitar o setor. O espaço, porém, já era aberto aos partidos e fiscais das eleições em pleitos anteriores.

O setor de totalização é um dos alvos de teorias da conspiração de Bolsonaro. No espaço trabalham 20 funcionários do tribunal que desenvolvem e monitoram os sistemas que recebem os dados de boletins de urna para a totalização dos votos. Ao contrário do que também afirma Bolsonaro, esses servidores não interferem no resultado do pleito.

Na semana passada, o mandatário disse que as Forças Armadas pretendem "colocar técnicos" dentro da "sala-cofre" do TSE. "Uma sala que ninguém sabe o que acontece lá dentro", declarou o presidente.

Para reagir às falas do chefe do Executivo, Alexandre de Moraes convidou candidatos a presidente para visitarem o local.

A totalização é feita sem a interferência dos funcionários, por um computador que fica em outro local, no centro de processamento de dados da corte. Esta sala fica restrita a poucos servidores que fazem a manutenção do equipamento.

Terminada a votação, são gerados boletins de urna com os resultados de cada seção eleitoral. Cópias desses documentos são coladas nas portas dos locais de votação e entregues para fiscais de partidos e à Justiça Eleitoral.

Os dados digitais com os resultados das urnas, retirados de uma espécie de pen drive que fica no equipamento, são enviados ao TSE para a totalização por meio de uma rede privada e criptografada.

É comum que partidos façam uma checagem paralela dos resultados dos boletins de urna que são colados nas portas das seções eleitorais com os dados que chegam ao TSE. Neste ano, o tribunal vai divulgar os boletins em tempo real após o fim da votação.

Como mostrou a Folha de S.Paulo, as Forças Armadas planejam checar as informações de 385 boletins de urna. O próprio TSE convidou os militares para fiscalizar todas as etapas dos pleitos, mas os questionamentos apresentados pelo Ministério da Defesa têm servido de combustível para as insinuações golpistas de Bolsonaro.

Em abril, quando promoveu evento no Palácio do Planalto para atacar o Supremo Tribunal Federal e o TSE, o presidente também levantou a falsa teoria de que a apuração é secreta.

"Quando encerra eleições e os dados chegam pela internet, tem um cabo que alimenta a 'sala secreta do TSE'. Dá para acreditar nisso? Sala secreta, onde meia dúzia de técnicos diz 'quem ganhou foi esse'", disse Bolsonaro.

As entidades que fiscalizam as eleições têm reforçado que não há indícios de fraude na totalização dos votos.

(Folhapress)

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