MORTE

Após matar joseense a facadas, namorada é solta pela Justiça

Por Leandro Vaz | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Da redação
Reprodução
Mulher acabou solta
Mulher acabou solta

A mulher suspeita de matar o namorado a facadas durante uma briga em um apartamento no bairro Boqueirão, em Curitiba, foi solta após passar por audiência de custódia realizada nesta segunda-feira (27). A decisão foi tomada pela 1ª Vara do Tribunal do Júri da capital paranaense.

Segundo a defesa, o magistrado entendeu que não estavam presentes os requisitos necessários para a decretação da prisão preventiva. O advogado afirmou que a Justiça considerou, entre outros pontos, o contexto de possível violência doméstica relatado no processo.

“A defesa recebe com serenidade a decisão. Não havia absolutamente nada no processo que indicasse que nossa cliente pretendia fugir, se furtar à aplicação da lei penal ou até mesmo ameaçar testemunhas e atrapalhar as investigações”, declarou.

O caso aconteceu na noite do último sábado (25). A vítima, identificada como Robson Carvalho Esteves de Faria, de 34 anos, conhecido como Dudu, era natural de São José dos Campos. Ele morreu após ser atingido por golpes de faca dentro do apartamento onde morava com a suspeita, no Boqueirão.

Robson foi enterrado na segunda-feira (27), no Cemitério do Jardim Morumbi, em São José dos Campos.

A Polícia Civil investiga se a mulher agiu em legítima defesa, hipótese levantada inicialmente durante a ocorrência.

Colegas e vizinhos relataram que o relacionamento era marcado por discussões frequentes e apontaram que o crime pode ter sido motivado por ciúmes. Uma testemunha afirmou ainda que a suspeita enviou mensagens para a mãe da vítima antes do atendimento médico.

“Chama o Samu porque não vai dar tempo de socorrer seu filho, porque eu dei duas facadas nele”, teria escrito a mulher, segundo relato de uma colega do casal.

A faca usada no crime foi encontrada em um terreno ao lado do prédio, após ter sido arremessada pela janela, conforme informou a Polícia Militar.

Durante depoimento, a suspeita permaneceu em silêncio, acompanhada do advogado. Até o momento, não há registros de medidas protetivas entre o casal.

A investigação segue em andamento para esclarecer as circunstâncias do crime. A mulher responderá ao processo em liberdade.

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