A mudança no clima nos próximos dias, pode afetar a saúde e também o bolso dos consumidores. Isto porque a queda da temperatura, as chuvas e possibilidade de geada irão afetar a produção agrícola da região.
De acordo com Rene Tomasetto, presidente da Associação Agrícola de Jundiaí, a salada pode ficar mais cara. “Se cai geada, o valor pode se elevar, o que custa cinco pode custar R$ 10 ou mais”, adianta.
Segundo ele, o aumento pode não ser sentido tanto se o clima se manter firme em outras cidades. “Se em Jundiaí houver redução no abastecimento por conta do clima, outras regiões que não foram atingidas podem abastecer e suprir esta demanda”, completa Tomasetto.
No geral, os produtores rurais se preparam e já têm técnicas específicas para reduzir as perdas, como a irrigação completa durante ou antes da geada. “ O maior medo é o granizo para a produção de uva, que é muito sensível e as pragas que tem causado perdas”, explica Rene Tomasetto.
Maria Teresa Gonçalves Padovan é produtora de hortaliças orgânicas há cinco anos e diz que o valor cobrado pelo produto não tem sido suficiente para todos os cuidados na produção. “Não podemos aumentar o valor porque os clientes reclamam e nós não estamos tendo lucro suficiente. Se continuar assim, muitos agricultores irão abandonar o trabalho”, disse.
Ela conta que tem passado por esse problema há dois anos e outros agricultores também têm sentido esta dificuldade. “As mudas e sementes, mesmo sendo vendidas para o frio, não têm se adaptado ao clima de Jundiaí, já perdi mais de 14 mil pés de alface, as verduras ficam com manchas escuras e não é possível a comercialização”.
Com as grandes mudanças climáticas na região e as margens de lucro cada vez menores, o produtor de Jundiaí segue equilibrando a vocação para a terra. Ao consumidor, resta acompanhar os termômetros e pesquisar bem os preços nas próximas semanas.
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