Toda mãe sabe, quando chega o outono, dias secos e temperaturas mais baixas é certo que as crianças começam a ficar doentes e isso vem sendo comprovado pelos hospitais lotados, inclusive o Hospital Universitário, que tem registrado alta no número de crianças atendidas com a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).
Entre janeiro e 24 de abril de 2025, foram contabilizados 43 casos. Já em 2026, no mesmo intervalo, o total chegou a 161 ocorrências, evidenciando um aumento significativo dos quadros mais graves, o que significa aumento de 274% em comparação ao mesmo período do ano passado.
A fisioterapeuta Raquel Beteli, especialista em atendimento para pessoas com doenças pulmonares e cardiorrespiratórias explica qual é o grupo mais suscetível a esta doença. “É mais comum e tende a ser mais grave em crianças menores de dois anos e idosos acima de 65 anos, porque esses grupos têm um sistema imunológico mais vulnerável. Além disso, bebês têm vias aéreas menores, o que facilita a obstrução por secreções”.
Foto: Arquivo pessoal - As crianças com até dois anos fazem parte do grupo de risco
De acordo com o Ministério da Saúde, esta é uma infecção respiratória grave caracterizada por dificuldade respiratória, tosse e febre, frequentemente evoluindo para oxigenação sanguínea baixa e pode exigir hospitalização e monitoramento urgente, em casos graves.
Em Jundiaí, o Hospital Universitário da Faculdade de Medicina de Jundiaí (FMJ), identificou uma mudança relevante no perfil das doenças respiratórias neste ano. Houve crescimento de forma acentuada quando comparado ao mesmo período do ano anterior.
“Esta doença pode piorar rapidamente. O primeiro sintoma geralmente é a falta de ar, baixa oxigenação sanguínea e respiração acelerada. Nos grupos de risco é importante prestar atenção porque a piora é rápida e precisa de atendimento médico o quanto antes”, explica Raquel.
Vacinação
Em contrapartida, a vacinação contra o vírus da gripe em Jundiaí não tem registrado boa cobertura nos grupos prioritários. Apenas 2,41% das crianças de seis meses a menores de seis anos foram vacinadas (3.483 de um total de 28.068).
A vacina contra a gripe é essencial para prevenir formas graves de síndrome gripal (como a SRAG), reduzindo internações, complicações como pneumonia e óbitos, especialmente em grupos de risco.
Ela protege contra os vírus Influenza mais circulantes, sendo necessária a aplicação anual devido às mutações virais. “A vacinação é a melhor maneira de se prevenir, ainda mais nesse momento do ano onde a circulação de vírus acaba sendo mais intensa”, esclarece a fisioterapeuta.
Números
A vacinação começou em Jundiaí no dia 28 de março e segue até o fim de maio, teve uma cobertura total de apenas 28% entre os grupos prioritários, que são crianças até seis anos, gestantes e idosos. “A orientação é que a população procure a vacinação o quanto antes, especialmente no caso das crianças, que apresentam uma das menores coberturas até o momento e são mais vulneráveis às complicações da doença”, alerta a coordenadora da Vigilância Epidemiológica de Jundiaí, Carolina de Azevedo.
A vacina contra a gripe está disponível em todas as 35 unidades de saúde do município, incluindo Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Clínicas da Família. Leia mais na versão on-line do JJ (jj.com.br).
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