RELIGIÃO

Domingo de Ramos

Por Mons. José Geraldo Segantin | especial para o GCN
| Tempo de leitura: 2 min

Hoje inicia-se a Semana Santa com a bênção e a procissão dos Ramos.

A procissão de ramos é de louvor, e a Missa nos faz refletir sobre a morte e ressurreição do Senhor.

Primeira Leitura: Isaías 50.
Isaias reconhece ter recebido de Deus as qualidades que o tornam apto para esta missão: sabe falar bem, tem um caráter forte, não se deixa amedrontar, não se abate diante das dificuldades, sabe ouvir e meditar a palavra de Deus.

Está consciente do fato de que não poderá desenvolver a sua missão com tranquilidade. Aguarda-o uma forte oposição.

Não obstante tudo isso, porém, ele permanecerá fiel ao Senhor e levará a cabo a sua missão em favor dos oprimidos, sempre com a certeza de ter Deus a seu lado.

Segunda Leitura: Filipenses 2.
Paulo amava muito a comunidade de Filipos. Havia, ali, muitas pessoas simples e generosas às quais era ligado por sólida amizade.

Todavia, como acontece até nas mais fervorosas comunidades de hoje, também em Filipos havia o problema da inveja entre os cristãos.

Paulo sente, então, a necessidade de recomendar aos filipenses: “não deveis fazer nada por egoísmo, ou para sentir-vos superiores aos outros”.

Para conseguir fazer penetrar até o fundo do coração dos filipenses este ensinamento, Paulo continua sua exortação apresentando o exemplo de Jesus Cristo e o faz citando em sua carta um canto bonito executado naquela comunidade.

Evangelho: Mateus 26.
Após a morte e ressurreição de Jesus, os discípulos começaram logo a anunciar a todos a Boa Nova.

A narração da Paixão que nos é proposta hoje é a de Mateus.

Como pode Jesus ser o Messias? Ele foi derrotado! Aos pés da cruz os judeus manifestam esta sua ideia no insulto que dirigem a Jesus: “Salva a ti mesmo! Se és o Filho de Deus, desce a cruz!”

Para os judeus e para todos os que também hoje se escandalizam diante de um Messias derrotado, Mateus responde: as profecias do Antigo Testamento anunciam um Messias humilhado, perseguido e morto, dizem que ele deveria ser o companheiro de todo homem sofredor e oprimido.

Somente Mateus narra os fatos extraordinários que ocorreram com a morte de Jesus: “a terra tremeu, as rochas se quebraram, os mortos ressuscitaram...”.

Monsenhor José Geraldo Segantin é reitor do Santuário Diocesano de Santo Antônio.

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