RELIGIÃO

Luz para os cegos

Por Mons. José Geraldo Segantin | especial para o GCN
| Tempo de leitura: 2 min

No mundo existem muitas pessoas que enxergam com o coração porque nasceram sem enxergar.

A pior cegueira é aquela que nos faz egoístas, desconfiados, prepotentes, inseguros, insatisfeitos com tudo e com todos. Vejamos o que Deus quer nos ensinar hoje.

Primeira leitura: Jeremias 31
A leitura é extraída da parte alegre do livro de Jeremias.

Depois do convite para louvar o Senhor, para entoar cânticos ao seu nome, para exultar, o profeta imagina estar contemplando o grupo dos que estão voltando.

No meio dessa multidão de pessoas há “cegos, coxos, mulheres grávidas e mulheres que deram à luz”.

O que se poderia pensar de uma caravana desse tipo?

Deus, porém, não é igual aos homens que se interessam só pelos mais fortes e pelos mais saudáveis e desprezam os mais fracos e indefesos. Ele não abandona ninguém.

Deus se preocupa com as necessidades de cada um e mostra um desvelo especial pelos mais pobres.

Segunda leitura: Hebreus 5
A Carta aos Hebreus foi escrita para os cristãos de origem judaica, que sem dúvida aderiram à fé em Cristo, mas que, ao mesmo tempo, sentem saudade profunda do templo de Jerusalém e das cerimônias solenes que ali se realizavam.

A tentação de voltar às práticas da religião antiga é muito forte nessas pessoas.

Evangelho: Marcos 10
O evangelho deste dia apresenta Jesus quando está para iniciar a subida para a cidade santa. Com ele encontram-se os seus discípulos e uma grande multidão.

A cura de Bartimeu encerra a parte central do Evangelho de Marcos, na qual o Mestre revela aos seus discípulos o objetivo da sua viagem: ele vai a Jerusalém não para conquistar um reino deste mundo, mas para oferecer a sua própria vida. Segui-lo significa partilhar da sua escolha de sacrificar-se pelos irmãos.

O primeiro passo em direção à cura acontece quando se toma consciência da própria situação.

Jesus escuta o grito de Bartimeu e pede que seja trazido à sua presença.

Chegamos assim à última etapa; o cego dá um pulo, joga o manto para longe e corre ao encontro daquele que pode lhe restituir a vista.

Quem se aproxima de Cristo não vai se deparar com uma vida fácil, confortável, privilegiada.

Monsenhor José Geraldo Segantin é pároco da Igreja Santo Antônio.

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