EFETIVIDADE

12 horas em SP


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Aproveitei a obrigação de uma ida a São Paulo para pagar promessa de presente para minha irmã – rescaldos de um aniversário ocorrido em abril. E de propósito me livrei do “penso” da viagem, coloquei sobre os ombros dela a obrigação de escolher o que e onde comer. Alguns clientes do Azul perguntam para nós onde gostamos de comer, mais precisamente o que comemos quando podemos escolher livremente.
E essa pergunta para quem tem um restaurante, ou pior, para um chef de cozinha, nunca é inocente, ela é uma responsabilidade. Mas decidi contar o que minha irmã e chef de cozinha escolheu comer, porque percebi que a efetividade com os alimentos ainda é o que mais conta.

7:00 h.
Chegamos a pequena O Pão e podemos escolher uma mesa para nos sentar. Graças a uma forte e rápida chuva que corria em desabalada enxurrada pela rua Bela Cintra, pareceu que ninguém tinha conseguido chegar até ali. Entre pães e bolos incríveis, ela não titubeia, sua preferência é o pão de queijo, seguido de quaisquer dos salgados assados. E um expresso curto e puro para animar um dia animadíssimo.

9:00 h.
Fomos experimentar o mais cremoso café macchiato de SP, no KOF. Fico encantada com a textura obtida do leite, por um lento e competente barista. O café na xícara grande vira quase um pingado, e a espuma lembra um marshmallow. Mas minha irmã pede outro expresso curto e puro, alega que uma espuma como aquela poderia atrapalhar seu apepite...

10:00 h.
Fomos experimentar o pastel de Belém da Manteigaria. Muito próximo do almoço, dividimos em três a iguaria quente, doce e cremosa, água com gás, sem café dessa vez. Minha irmã vai até a vitrine e não resiste ao enrolado folhado de salsicha e queijo. Minis, minúsculos, mesmo assim acomodam bem o molho de pimenta.

Meio-dia
Nos acomodamos no melhor lugar do restaurante Le Jazz, da rua Fradique Coutinho. Vinho era já certeza, fomos de Pinot Noir. Desta vez, interferi e lhe sugeri o prato Mediterrâneo como entrada: uma fatia de pão, berinjelas, queijo de cabra, alcachofras, azeitonas e tartar de atum e abacate. Nada tão simples assim, como a fala. O prato brilha pela qualidade dos ingredientes e execução equilibrada. É difícil estragar uma combinação dessas, mas não é fácil fazê-lo perfeito. Brindamos a isso piscando o olho, porque cientes, ainda bem, dos motivos que nos levaram até ali.
Volto para finalizar nosso dia.

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