Dia desses comentamos a respeito da falta de sensibilidade de nossas autoridades, permitindo que sejam destruídas construções e locais históricos de nossa cidade. A propósito, recebi um e-mail do leitor e amigo Ademir Pedro de Souza, que talvez seja o francano que mais viaja e conhece quase todos os países do mundo, elogiando a notinha da coluna no último domingo, falando do desmanche histórico e citando que acabaram de derrubar também a fachada do muito antigo Cine-Theatro Santa Maria, no calçadão da Marechal, por onde passaram alguns dos grandes nomes da música e do teatro brasileiro. Isso, depois da cidade perder, não faz muito tempo, a antiga AEC Centro, sem falar do antigo Hotel Francano, entre outros casarões também históricos. Alguém se lembrou ainda do antigo Cine Avenida, que está fechado e abandonado há anos, representando até um perigo à saúde pública e ao visual de um dos pontos mais movimentados da cidade. O prédio da antiga Fepasa, igualmente, vai caindo aos pedaços. Não sei ao certo se o Condephat, Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, não tem tido o respaldo das autoridades do município, mas a verdade é que ninguém se manifesta oficialmente, permitindo acabar aos poucos os locais que deveriam ser tombados e preservados, a exemplo do que acontece em países adiantados, que respeitam e conservam a história de sua gente ao longo do tempo. E um povo sem memória é um povo sem história. Não deixem acabar com o pouco que ainda resta a ser preservado.
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