Casar, construir uma família e ser feliz é o desejo de muitas pessoas. Do mesmo sexo, inclusive. Após a nova resolução do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), que passou a obrigar os cartórios de todo o país a celebrar uniões homossexuais, o número de homens e mulheres que decidiram se casar vem crescendo. Apesar de não haver dados oficiais recentes dos cartórios locais, é nítido o aumento da demanda.
De acordo com Carla Cristiane Santana e Lorena Amaral da Silva Santana, que se uniram há pouco mais de um ano no cartório central de Franca, após o casamento delas ter se tornado público através da matéria no jornal, pelo menos mais dez casais homossexuais do seu círculo de amizades também disseram “sim” diante do juiz de paz. “Nós não fomos as pioneiras a casar, mas fomos as primeiras mulheres de Franca e o único casal a não esconder isso, então acabamos puxando a fila e encorajando muita gente”, disse Carla, em entrevista recente ao Comércio.
A repercussão na vida das duas foi grande. “Para nós foi um orgulho muito grande ter nos tornado referência ao levantar a bandeira dos gays. Nós nos amamos e casar era uma consequência desse amor, não uma afronta à sociedade, como muitos poderiam pensar”, disse Carla.
Com o casamento realizado, casais homossexuais como Lorena e Carla têm os mesmos direitos que um casal hétero. Hoje as duas dividem uma casa no Parque do Horto e pensam em, futuramente, terem um bebê juntas. “Sempre soubemos o que queríamos, eu sabia que a Carla era minha alma gêmea e eu a dela, mas ver a nossa história contada no jornal deu um peso muito maior a ela”, afirmou Lorena.
A primeira união homoafetiva entre dois homens aconteceu em Franca em dezembro de 2011, antes da nova resolução do Conselho, e foi necessário autorização especial de Humberto Aparecido Rocha, juiz corregedor dos cartórios na 3ª Vara Cível.
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