Professores X valorização


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Rachel Mendes, professora, foi entrevistada por Cirlene Borges
Rachel Mendes, professora, foi entrevistada por Cirlene Borges
A educação é a forma mais eficaz de mudar o mundo e, mesmo assim, a carreira do magistério é uma das mais desvalorizadas do mercado atual. Quem opta, porém, por enfrentar os desafios da profissão o faz, principalmente, pelo amor e pelo desejo de formar cidadãos críticos, conscientes e participativos de uma sociedade hoje tão complexa. Quem afirma isso são os próprios professores.
 
Até poucos anos ser educador era algo de maior importância. Significava sabedoria, competência e admiração. Os professores tinham a razão e o respeito da sociedade, sem questionamentos. Hoje, basta ler o noticiário dos jornais para saber que as coisas mudaram bastante. A pergunta que fica aos educadores é simples: foi a escola ou os pais que mudaram? De acordo com a professora Rachel Mendes, muitos pais hoje terceirizam a educação dos filhos para a escola e a educação cristã para as igrejas. Poucos se preocupam com a “educação que vem do berço”. O resultado se reflete nas carteiras das salas de aula.
 
Diversos estudiosos descrevem e criticam os educadores; entretanto não conhecem a real situação que eles enfrentam no dia a dia. O que acontece efetivamente por trás das paredes de uma unidade escolar somente quem está envolvido com a educação conhece. Na prática, essa desvalorização da figura do professor repercute de forma perigosa. Muitos profissionais estão afastados por motivos de saúde, principalmente por depressão e síndrome do pânico, resultado dos acontecimentos ocorridos dentro das escolas e enfrentados por eles.
 
Além de todos os problemas vivenciados pelos educadores dentro da escola há o fator financeiro. A remuneração, ao final do mês, não é condizente com a situação de trabalho e a responsabilidade assumida. A professora Rachel Mendes conta que lecionar é uma profissão que exige, mais do que coragem, muito amor. Ela escolheu a profissão por incentivo da mãe, que dizia que para mulher era melhor ser professora por poder trabalhar somente um período. Atualmente, porém, muitos educadores optam por “dobrar” período, para aumentarem a renda.
 
Rachel garante que, apesar do trabalho ser desgastante e às vezes pouco valorizado, nunca se arrependeu da profissão escolhida. Segundo ela, a valorização do professor é um grande sonho da categoria. “Nossa missão é um privilégio. Ser professor é semear em terreno sempre fértil”, afirma.

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