‘Comércio’ leva Franca para o Brasil e outros continentes


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Jornalista que é jornalista está sempre atrás de uma boa história para contar. Na redação do Comércio essa é uma labuta diária. Toda equipe de reportagem se movimenta, investiga, dispara e atende dezenas de telefonemas por dia, analisa documentos, faz entrevistas, circula por todos os cantos da cidade para descobrir o que de relevante está acontecendo e informar seus leitores.

Em muitas situações, o resultado do trabalho da equipe se transforma em matérias que rompem barreiras e, seja pela importância da notícia ou pelo inusitado do que revelamos, acabam ganhando as páginas dos principais jornais, sites de notícias e as telas das principais emissoras de TV.

Algumas reportagens já trazem em seu “DNA” os componentes que indicam que ela terá grande repercussão. É o caso de denúncias graves, determinados tipos de crimes, escândalos... Mas há também notícias que surpreendem até mesmo a equipe diante da repercussão que alcançam. Nascem despretensiosas e, por diferentes motivos, despertam o interesse de outros veículos, que acabam se pautando pelo que produzimos.

O leitor vai poder relembrar um pouco mais sobre essas reportagens que pautaram o Brasil.


UM CASAMENTO DE SURPRESA
A história de amor do cortador Felipe Comparini Aragão, 26, e da vendedora Lenyenne Helen Colherinha de Oliveira, 21, foi contada pelo Comércio e, depois, acabou nas páginas de muitos jornais e em grandes sites de notícias na internet.
Os dois estão juntos há oitos anos. No começo de maio, Lenyenne resolveu fazer uma surpresa inusitada para o noivo. Com a ajuda de familiares e amigos, ela organizou o casamento dos dois sem que ele soubesse. Para Felipe, todos disseram que o casamento seria do irmão da noiva. Ele só descobriu tudo quando Lenyenne entrou no salão onde seriam realizadas a cerimônia e a festa vestida de noiva e perguntou a Felipe se ele aceitaria se casar com ela. Ele disse sim.
O Comércio acompanhou tudo, desde a manhã até a cerimônia à noite, e pu-blicou a reportagem com detalhes. A repercussão entre os leitores diante de uma linda história de amor foi imediata. Talvez isso ajude a explicar o grande interesse que a história despertou em outros veículos.


GAROTO DE 5 ANOS ‘FOGE’ COM UM TRICICLO
Um fato que poderia ser considerado corriqueiro alcançou status de matéria de grande repercussão. Em 15 de maio, um garotinho de 5 anos saiu de sua casa no Jardim Aeroporto 3 sem que sua mãe percebesse. O menino pegou seu triciclo e foi se aventurar pelas ruas do bairro. Acabou chamando a atenção de um motorista que passava pela rodovia Ronan Rocha, que liga Franca a Patrocínio Paulista. Ele acionou a Polícia. O garoto estava na alça de acesso da rodovia quando a Polícia Rodoviária o encontrou a dois quilômetros de sua casa. Neste momento, sua mãe já estava registrando seu desaparecimento. A história contada pelo Comércio, acabou sendo retratada em telejornais, jornais e em sites de notícias.


UM PAI QUE PEDE A MORTE DO PRÓPRIO FILHO
Em agosto de 2005, o pedido de um pai feito à Justiça e noticiado com exclusividade pelo Comércio ganhou o mundo. Jason Brenner de Oliveira queria autorização para desligar os aparelhos que mantinham seu filho Jheck vivo. O garoto, que sofre de uma síndrome degenerativa, estava internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital S. Joaquim sem poder se mexer, sem enxergar ou falar e respirando por aparelhos.
Na mesma época, o mundo discutia a autorização obtida pelo marido de Terri Schiavo para que os aparelhos que a mantinham viva fossem desligados. O caso de Franca acabou repercutindo. Dezenas de órgãos de imprensa de todo país procuraram o Comércio para mais informações. Grandes jornais como O Estado de S. Paulo e o Diário de São Paulo mandaram equipes especiais para Franca. A história foi publicada também em jornais de outros países. Depois de vários apelos da mãe do garoto, Jason acabou voltando atrás e desistindo da ação judicial. Jheck continua vivo e sendo tratado na casa de sua mãe, Rosemara dos Santos. Hoje ele tem 12 anos.


MULHER ASSASSINA MARIDO NO REVEILLON
Era madrugada do dia 1º de janeiro de 2006. Em uma vala perto de um córrego no Jardim Aeroporto, o corpo do curtumeiro Carlúcio Dias de Almeida, de 47 anos, foi jogado. O assassinato só foi descoberto pela manhã. O crime chocou Franca pela violência. A morte foi causada por golpes de machado. Mas o crime só ganharia repercussão nacional dois dias depois, quando - seguindo intuição do repórter do Comércio, Edson Arantes -, o investigador Sandro Rocha descobriu a autora do crime: a mulher de Carlúcio, Aparecida Ferreira Rodrigues, de 37 anos. Na foto, ela reconstitui o crime. Aparecida o atacou no quarto do casal, enquanto seus dois filhos, uma garota de 17 e menino de 11, assistiam TV na sala. Além disso, o policial também havia puxado a ficha dela e descoberto que Aparecida já havia sido condenada pela morte de seu primeiro marido. A história de horror ganhou as páginas de diversos jornais do Brasil e acabou retratada pelo Fantástico, na Globo, que enviou uma equipe a Franca para produzir a reportagem sobre a mulher que ficou conhecida como viúva negra.


MARCELA: A MENINA QUE DESAFIOU A CIÊNCIA
Foi em 20 de novembro de 2006 que a menina Marcela de Jesus Galante Ferreira nasceu. Com uma má-formação, a bebê não tinha cérebro. Era mantida viva porque havia desenvolvido o tronco cerebral, responsável pelas funções vitais do corpo. Os médicos deram uma sentença: Marcela sobreviveria apenas algumas horas. Estavam errados. A menina viveu um ano e oito meses e se tornou símbolo da luta contra a legalização do aborto no País.
O caso de Marcela foi acompanhado de perto pelo Comércio, que enviou profissionais a São Paulo para que pudessem entrevistar os maiores especialistas brasileiros em neurologia e explicar como uma criança sem cérebro poderia sobreviver tanto tempo.
Apesar de sua curta vida, Marcela chegou a ser examinada por médicos da USP (Universidade de São Paulo), mas sua mãe Cacilda Ferreira não quis que ela fosse alvo de pesquisas. A menina morreu em agosto de 2008. A luta de sua mãe por sua vida e sua aceitação da condição da filha - Cacilda sabia que a bebê nasceria sem cérebro desde o quarto mês de gravidez e decidiu prosseguir com a gravidez - comoveram o Brasil e fizeram de Marcela um grande símbolo antiaborto.


CÃO FUJÃO GANHA ESPAÇO NO FAUSTÃO
A curiosa e emocionante história de um cachorro vira-lata que fugiu de casa e conseguiu reencontrar os antigos donos contada nas páginas do Comércio foi outra que ganhou repercussão nacional.
O caso aconteceu em 2010. O cachorro Fred, que havia sido doado por seus donos a um amigo que mora a mais de 100 quilômetros, conseguiu retornar para casa um ano depois. Ao ser doado, o cão fugiu e ficou perdido durante dozes meses até que numa manhã começou a latir na frente de seu primeiro lar. A façanha acabou ganhando repercussão. O cão foi levado até para o programa Domingão do Faustão, onde fez uma participação especial. Infelizmente, três semanas depois do reencontro, Fred acabou morrendo por conta de uma grave anemia.


ADRIANA TELINI É FLAGRADA AJUDANDO CRIMINOSOS
O envolvimento da advogada francana Adriana Telini Pedro com o crime foi noticiado com exclusividade pelo Comércio em 2006. À época, ela havia sido flagrada ajudando criminosos do PCC (Primeiro Comando da Capital) a roubarem seus clientes. O jornal foi o primeiro órgão a publicar a transcrições das escutas que comprovaram o envolvimento da advogada com o crime. O caso ganhou repercussão e Adriana foi até convocada para depor na CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que investigava o tráfico de drogas.
Dois anos depois, a advogada voltou a ser notícia. Em 2008, ela foi presa depois de ajudar o noivo a roubar um casal que vendia jóias assim que deixou o escritório da advogada. Adriana foi acusada de formação de quadrilha, associação ao tráfico e roubo. Passou três anos na cadeia e foi solta em agosto do ano passado para responder os processos em liberdade.


IRMÃOS PADRES MANTINHAM RELAÇÃO AMOROSA COM FIÉIS
Um outro grande trabalho de investigação do Comércio da Franca que ganhou repercussão nacional foi uma matéria publicada em abril de 2002. O caso envolvia o relacionamento do padre Heriberto dos Santos, da Paróquia Santana, na região do Jardim Aeroporto, com uma fiel de 16 anos. O namoro teria começado quando a jovem tinha 13 anos. À época ela estava grávida de cinco meses. Ele era o pai. O escândalo foi descoberto na mesma época em que a Igreja Católica se desculpava com o mundo por abusos sexuais cometidos por religiosos.
O caso francano ganhou repercussão nacional. Jornais de peso mandaram equipes especiais para coberturas em Franca. A matéria escrita pelo jornalista Corrêa Neves Júnior, diretor executivo do GCN Comunicação, foi publicada no jornal O Estado de São Paulo.
Dois dias depois, o Comércio descobriu que Edson dos Santos, que é irmão de Heriberto e também era padre, mantinha um relacionamento com uma fiel da Paróquia São Crispim.
Para abafar o caso, a Igreja, então comandada pelo bispo dom Diógenes da Silva Matthes, resolveu mandar os dois irmãos para outros estados. No caso de Heriberto, seu destino foi Santa Catarina. Já Edson passou por Minas e depois foi enviado a Roma.

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