A criatividade sempre foi uma característica muito forte nas crianças. Suas mentes curiosas e em ebulição ainda não foram domadas pelas preocupações que entopem a cabeça dos adultos e, por esse motivo, elas conseguem pensar em coisas e soluções inteligentes para questões cotidianas. Prova disso foi o que aconteceu na EMEB (Escola Municipal de Educação Básica) “Dr. Valeriano Gomes” - Caic, do City Petrópolis.
Em meio a uma discussão acalorada causada por uma edição do Clubinho, publicação voltada para o público infantil do Comércio, surgiu a ideia: criar um Edu - o mascote do projeto Jornal Escola, para incentivar o uso de todo o jornal no ensino infantil. “Foi perfeito! Os alunos ficaram muito empolgados com a construção do Edu”, contou a professora Renata Rodrigues, 42. “Foi bom, porque chama a atenção para um projeto muito maior e de extrema importância para o aprendizado de todos eles.”
A montagem começou no início de abril. Duas turmas do 4º ano se divertiram e aprenderam durante todo o processo. Quando tudo ficou pronto, os alunos fizeram uma apresentação especial para outros professores da escola. “Fizemos uma preparação especial, com o próprio Edu mostrando aos outros educadores como eles podem utilizar todo o Comércio no processo de aprendizagem”, detalhou Rodrigues.
A apresentação foi feita com o mascote funcionando como uma espécie de marionete. “Ele e outros alunos deram sugestões como os professores de todas as disciplinas podem trabalhar com o jornal em sala de aula.”
Outro ponto trabalhado durante essa apresentação foram os temas que os alunos, com média de 9 anos de idade, mais acharam interessantes na publicação. “Quero que eles criem, acima de tudo, o hábito da leitura. Pois essa é uma lição muito valiosa e importantíssima”, afirmou a professora.
Quem deu voz ao Edu durante a apresentação foi o aluno Nicolas Vieira, 8, que superou sua timidez para fazer um discurso “legal e educativo” para os outros professores. “Acho o Clubinho muito divertido. Gosto muito das brincadeiras e também do Bicho da Vez”, disse.
A IMPORTÂNCIA DA REALIDADE
Como as páginas do Comércio precisam mostrar o que acontece de mais importante em Franca e região, muitas vezes seu conteúdo contém histórias indigestas até mesmo para os adultos, muito mais acostumados com a dura realidade dos dias de hoje. “Como estamos em um bairro mais afastado do centro da cidade, são coisas que eles acabam vivenciando”, disse Rodrigues. “Infelizmente, isso faz parte do dia-a-dia deles.”
Quando se deparam com temas mais “pesados”, os alunos são incitados pela professora a criarem uma opinião própria sobre aquela notícia. “Fazemos debates e discutimos muito sobre essas coisas, para que eles vejam o que precisa ser melhorado. Infelizmente, esse é o mundo que vivemos.”
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