“Por quê não? Cantar é um negócio bom pra caramba. Acho que todo mundo na vida deveria cantar. Até quem não tem a menor afinação, o menor ritmo. Porque é um jeito de você expressar o que ‘tá’ afim, com arte” dizia Larissa Baq enquanto convencia uma garota que parecia ser sua irmã mais nova a soltar a voz na canção Double Dare, do Molotov Jukebox, em um vídeo que publicou no youtube. É com essa mesma despretensão que a jovem francana conversou com a reportagem do Comércio para contar sobre sua participação no Dia do Brasil, em Barcelona, que acontece no dia 7 do próximo mês. “Olha, acho que eu não consegui parar para pensar na ansiedade ainda porque, quando eu parar, com certeza vai bater”, disse enquanto esfregava as mãos nos joelhos.
Embora o evento só aconteça em setembro, Larissa parte no próximo dia 22 para começar sua turnê que abrange cinco países. “Vou fazer shows em Portugal, Barcelona (Espanha), depois eu sigo para Paris (França); de lá me apresento na Alemanha, Inglaterra, e Irlanda. Tudo já com shows marcados. Fico dois meses na Europa”, descreveu seu roteiro.
Não é a primeira vez que a musicista leva a aquele continente o seu ritmo. No ano passado, o DuOlá, formado por ela e o também francano Eduardo Marson, esteve em Barcelona, tocando na pré festa do Dia do Brasil. A organização gostou do que viu e soube do projeto solo de Larissa: o álbum iR, produzido por Fernando Nunes, músico que atua com Zeca Baleiro. Inclusive vem deste álbum (autoral) o repertório que levará além mar. “A maior parte do que vou cantar serão as faixas do meu disco. E tem Caetano (Veloso), Chico (Buarque) que não dá para deixar de ter. Para falar de Brasil também tem que ter um pouco de Jorge Ben. Vai ser um show bem pra cima!”, adiantou. Quanto à equipe que lhe acompanhará, esta será formada por músicos brasileiros mas que moram na Espanha mesmo. “O Marcelo Montenegro vai na bateria, Valquíria Plaza na percussão, e o Charlie, que é um boliviano ‘figuraça’ vai estar no baixo”, revelou. Sua música de trabalho, Te Cutuco, mistura poesia e onomatopéias características do batuque, sua paixão. Al
iás, foi no batuque que Larissa se batizou. Nascida Nalini, trocou o sobrenome pelo Baq. “Em Recife eles chamam a percussão do maracatu de ‘baq’. Fiquei lá por um tempo e já rolou essa brincadeira, esse ‘meio que apelido’ e eu resolvi aderir.”
Antes de encerrar a entrevista foi feita a pergunta: o que você está levando na bagagem que não poderia deixar para traz? “Poxa... não dá para deixar para traz o violão. Tem que estar grudado o tempo todo.” É, deu para notar. Ele estava a seu lado enquanto falava ao Comércio.
Para quem quiser conferir a intimidade de Larissa com os instrumentos e conhecer seu lado compositora, pode procurar o seu trabalho na internet pelos canais: www.larissabaq.com/tecutuco, www.facebook.com/larissabaq ou pelo youtube, digitando seu nome no espaço de busca.
SOBRE O EVENTO
O Dia do Brasil (Brazilian Day) é uma festa que reúne dança, música, capoeira e outros elementos característicos do Brasil e acontece ao redor do mundo juntando em um mesmo espaço brasileiros que vivem fora do país. Com origem em Nova York, sua primeira edição aconteceu em 1984 tornando-se tradição e ganhando versões em lugares como Toronto (Canadá), Tóquio (Japão), Londres (Inglaterra), Los Angeles (Estados Unidos) e Luanda (Angola).
Este ano em Barcelona, o evento acontecerá em Moll de La Marina, próximo ao mar, e deve durar entre as 10 e 22 horas do dia 07 de setembro. A participação é gratuita e a expectativa é que o público deste ano supere o anterior, quando cerca de 8 mil pessoas circularam por lá. Além de Larissa Baq se apresentarão: Baião Brasil, Barcelona Sessions, Thaís Morell, Nêga Lucas, Grupo Ketubara, Encuentro de Beterías e Capoeira Cordão de Ouro.
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