Prazer, ‘Comércio da Franca’


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Denílson Carvalho

é advogado e ex-coordenador do Procon de Franca

Há diversos prazeres na vida. Vivemos prazeres fugazes e outros nem tanto, mas o importante é vivenciarmos experiências que nos deem prazer. Um dos meus prazeres é escrever no Comércio. Meu primeiro texto publicado neste jornal remonta ao ano de 2005. Como colunista, comecei em março de 2007, há mais de cinco anos, todas as semanas. Juntamente com o padre José Geraldo sou remanescente da primeira geração de colunistas semanais.

Durante esta prazerosa jornada de colunista, pude perceber, no dia a dia, a cada texto novo, a cada repercussão, a importância e a pujança deste matutino que conheci e aprendi a admirar. Dizem que, para conhecermos uma situação verdadeiramente, é preciso vivenciar a experiência, ou seja, vivendo e aprendendo, perdoem-me o gerundismo. Quando cheguei a Franca em 1990, fui advertido por amigos que o Comércio era o maior e melhor jornal da cidade, mas tinha um defeito: “se espremesse saía sangue”, graças à repercussão dos casos criminais e de acidentes que ganhavam manchetes na capa, principalmente domingo e terça-feira.

Sempre gostei de sujar as mãos de tinta preta, lendo jornais ou livros. Mesmo nesta era digital, ler jornal impresso é hábito difícil de mudar. E o Comércio, antigamente, soltava bem mais tinta que os outros jornais. Obviamente que, ao longo dos anos, o Comércio evoluiu, se modernizou e hoje conta com menos tinta e menos “sangue” e mais credibilidade construída em bases muito sólidas.

Com o passar dos anos, fui tendo minhas impressões pessoais pelo contato cotidiano com os repórteres e percebi que a história da cidade era construída todos os dias e registrada com exatidão pelo Comércio. Não foram poucas as vezes que, ao precisar de algum documento ou notícia para juntar como prova em algum processo, recorri ao Museu para consultar o Comércio e copiar notícias que interessavam.

Mas foi como colunista que pude realmente sentir o pulsar do jornal, como as coisas são feitas e como a população respeita este Comércio. O leitor cobra, exige, opina, sugere, critica. Aprendi a conviver com críticas e a perceber que o leitor é muito atento e o jornal muito lido. Mais do que isso, aprendi que o jornalismo do Comércio da Franca é sério e comprometido com o leitor. Certa vez enviei uma coluna tecendo críticas severas contra um de seus maiores anunciantes. Cheguei a perguntar ao meu editor se a coluna poderia ser entregue ao que recebi sinal positivo. Resultado: a coluna foi publicada na íntegra e o jornal subiu ainda mais no meu conceito.

Portanto, sinto prazer em escrever e orgulho em pertencer à “família” Comércio da Franca e parabenizo este jornal pela credibilidade conquistada ao longo dos anos e pelo compromisso incondicional com o leitor. Lógico que devo a escrita de meus textos à paciência e compreensão de meu editor, mas, sinceramente, espero continuar desfrutando deste prazer em escrever ao Comércio e ajudar na construção da credibilidade conquistada por este matutino ao longo da história, afinal de contas, Franca merece o Comércio.

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