Maias: fãs do basquete e do ‘Comércio’


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O cirurgião-dentista José Guilherme Calil Maia: forte relação com o Comércio
O cirurgião-dentista José Guilherme Calil Maia: forte relação com o Comércio

Aos 52 anos de idade, o cirurgião-dentista José Guilherme Calil Maia continua um aficionado por esportes. Nascido em Taquaritinga, talvez não tenha em seu DNA aquele “jeitinho” francano para o basquete. Porém, quando seu pai, fiscal de rendas do Estado, foi transferido para Franca, em 1973, aquele menino de 13 anos apaixonou-se pela cidade e pelo seu principal esporte, já razoavelmente divulgado por seus astros maiores, segundo Guilherme, Pedroca e Hélio Rubens.

“Só não nasci aqui, mas sou francano de coração já há muito tempo”, diz Guilherme.
Se não chegou a ser profissional, teve pelo menos o privilégio de ser companheiro e amigo de grandes ícones do basquete francano, como Guerrinha e Carlão, por exemplo.
Mais para frente, durante o curso de odontologia, na Fiube, atual Uniube, em Uberaba, continuou se dedicando ao basquete e emprestou seu talento e dedicação ao time do Jockey Club daquela cidade.


Depois de formado, porém, quando as responsabilidades da família e da profissão falaram mais alto, acabou deixando o esporte um pouco de lado. Mas, não o abandonou completamente, continuou acompanhando o que acontecia no mundo esportivo da cidade, principalmente no basquete.

Quando as coisas ficaram um pouco mais tranquilas, voltou para “o ninho”. Em 1999, assumiu como diretor das categorias de base do Franca Basquete. Algum tempo depois, passou para a diretoria financeira e por último foi presidente, comandando toda a equipe administrativa e esportiva que deu a Franca o seu último título de maior representatividade, o campeonato paulista de 2007.


NOVOS DESAFIOS
Atualmente, José Guilherme continua enredado em novos desafios. Ele é presidente da Uniodonto em Franca e está retornando à administração do basquete francano junto com a diretoria que assumiu recentemente. Volta ao mesmo posto em que começou: diretor das categorias de base.

Em função de todo esse histórico, José Guilherme esteve sempre bem próximo da imprensa. Mas é interessante notar que essa aproximação não se deu apenas como dirigente interessado em divulgar seu time na mídia, ou como presidente precisando explicar à comunidade sobre as contratações, o desempenho do time e outras questões que os francanos se acostumaram a acompanhar mais de perto. Além dessa relação mais “profissional”, Guilherme, como toda a sua família, estabeleceu com o jornal uma forte relação de leitores assíduos, principalmente no que diz respeito aos assuntos e acontecimentos esportivos da cidade e do mundo.

“Aqui em casa é a maior briga pelo caderno de esportes quando chega o jornal. Aliás, essa foi uma grande idéia, porque ele é um caderno menor e ótimo para manusear”, diz a professora e psicóloga Márcia Ricci Maia, mulher de Guilherme e também ligada ao esporte, já que atua na área da psicologia esportiva.

Mas há outro motivo importante para essa forte relação da família com o caderno de esportes do Comércio da Franca. É que Guilherme é um grande colecionador de notícias que envolvem a família, desde os tempos em que foi presidente do Franca Basquete até os dias de hoje. Seu filho, Luis Felipe Ricci Maia, revelado pelas categorias de base de Franca, foi considerado o melhor jogador de basquete sub-16 do interior de São Paulo em 2011 e passa a sair cada vez mais nos jornais.

“Ele recorta tudo que sai nos jornais. E ainda por cima organiza em álbuns. Quando sabemos que vai sair alguma coisa, é a maior correria na guarita do condomínio logo pela manhã”, se diverte Márcia.

Além disso, ela lembra que quando sai alguma matéria importante sobre o Luis Felipe, além do jornal que assinam, Guilherme compra outros exemplares em todas as bancas do caminho.
“É que preciso deixar a reportagem no meu consultório. Preciso entregar outra para meu pai. Outro para o tio, tia, irmão é por aí vai”, diz Guilherme.

Como dirigente do Franca Basquete, Guilherme diz que suas relações com a imprensa sempre foram as melhores possíveis. A despeito das críticas que nunca serão totalmente dissipadas, e que se fazem também necessárias, ele diz que sua relação com a imprensa francana, mais especificamente com o Comércio da Franca, sempre foi pautada em um clima de respeito e consideração.

“Nunca me senti pressionado pelas críticas. Acho que elas são completamente normais. E comigo sempre foram em excelente nível”, diz Guilherme.
De qualquer forma, Guilherme entende que é preciso estar constantemente aprimorando o relacionamento entre a imprensa e o Franca Basquete, pois a paixão da cidade por esse esporte é algo sui generis no país, o que a torna naturalmente muito ansiosa por títulos e resultados.
“Franca está acostumada a ganhar. E, por consequência, a imprensa está acostumada a anunciar títulos. Isso é ótimo para a cidade, mas no atual estágio de competitividade do esporte, isso nem sempre acontece”, afirma Guilherme.

Além do basquete, Guilherme foi um protagonista importante de outro esporte aqui na cidade, este bem pouco conhecido da população, mas que chegou a conquistar certo espaço: o biribol, uma espécie de vôlei de piscina que traz algumas regras apropriadas ao contexto da água.
“Quando começamos a participar de campeonatos, eu sempre enviei informações para o Comércio e sempre alguma coisa foi publicada, o que nos dava um ótimo apoio”, lembra Guilherme.

                                                       O estudante e atleta  Luís Felipe Ricci Maia

Mas ainda no âmbito da família, não é apenas o caderno de esportes do Comércio da Franca que faz sucesso na casa. A filha Natália, ao contrário dos irmãos Lucas e Luis Felipe, não seguiu os passos esportivos do pai. Formada em moda e agora estudando educação artística, Natália fica bem mais tranquila para lidar com o caderno de Artes, pois não há muita concorrência por eles.

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