Éder Silveira Brasão
advogado e membro do Conselho de Leitores do GCN
Ler, ouvir, conhecer, questionar, opinar, ser ouvido, ter suas opiniões e sugestões devidamente consideradas. Ouvir nãos. Saber as razões dos nãos e se convencer. Ou não. Ouvir sins e saber as razões também desses sins. Algo que pode parecer paradoxal, como ser tratado individualmente como um coletivo e, coletivamente, pessoa única, não é paradoxal. Tudo isso é um pouco do que acontece no Conselho de Leitores do GCN, ao menos na visão de um conselheiro com a vivência da participação de uma das formações e reconduzido para participar da atual formação.
Quando de minha primeira inscrição para participar do Conselho de Leitores do GCN , após ver a publicação dos escolhidos, da qual não constava meu nome, sinceramente fiquei frustrado. Poucas horas após, recebi uma carta de uma fineza e educação ímpares que, assinada pela Presidente do Grupo, em resumo, agradecia minha participação e me incentivava a continuar me inscrevendo para as futuras formações. Além de me reconfortar, a referida carta me demonstrou, já ali, a seriedade com que a questão era tratada. Assim o fiz. Insisti e fui escolhido. Participei. Fui reconduzido.
Quando um grupo privado verdadeiramente se abre para que seu público alvo aponte erros, opine e dê sugestões, a primeira coisa que vem à mente ou que deveria vir, é que esse grupo, no mínimo, respeita seu publico. Alguns podem pensar que é jogo de faz de conta ou, como preferem alguns, “coisa para inglês ver”. Definitivamente, não é. Asseguro.
Participar do Conselho do GCN, primeiramente, é ter a experiência de conhecer e de questionar como se produz o produto que é levado ao leitor ou ouvinte da Rádio Difusora. Sim. O Conselho, embora referido como de leitores, participa e opina também sobre as questões da programação da Rádio.
Participar do Conselho é, de certa maneira, representar um grande número de pessoas, leitores e ouvintes, que têm opinião semelhante à sua. Daí que, quando falamos individualmente, na verdade somos entendidos como um coletivo de pessoas que ali está se manifestando. Somos pessoas únicas no sentido de que quando falamos, parece que o mundo ao redor silencia para ouvir-nos. Isso, de certo modo, pode parecer assustador. O silêncio nos ouvindo com atenção é experiência que pouco se tem nos dias atuais.
Participar do Conselho é travar debates acalorados por horas e horas sem se chegar a consenso. Não estamos ali para consenso. Estamos ali para opinar e sermos ouvidos, não para impormos nosso ponto de vista ou termos outros pontos de vista impostos a nós.
Participar do Conselho é ter a certeza de que o público será informado sempre que um fato relevante merecer ser notícia, independentemente de quem sejam os seus atores.
Participar do Conselho de leitores do GCN é ter a oportunidade de vivenciar que o Jornal e a programação da Rádio são elaborados por pessoas humanas, passíveis, portanto, de erros.
Da mesma forma, é ter a oportunidade de vivenciar a experiência de como tudo é feito com cuidado, carinho, profissionalismo, por pessoas muitas vezes incompreendidas, mas sérias, competentes e principalmente isentas, que têm a responsabilidade levar ao público um produto de qualidade que reporte os fatos como lhes é dado conhecer, sem qualquer influência, doa a quem doer.
Participar do Conselho é ter a oportunidade de vivenciar a diversidade de opiniões e a certeza de que veículo de comunicação não tem entre suas funções aquela de agradar pessoas. Tem a função de informar, embora muitos não compreendam isso ou propositadamente fingem não compreender.
Participar do Conselho de leitores é algo que eu recomendo e de antemão já advirto: primeiro livrem-se de seus preconceitos. Lá eles não encontram lugar.
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