No intervalo entre uma corrida e outra pelas ruas de Franca, o taxista Sandro Henrique Leite de Melo, 50, lê as notícias publicadas diariamente nas páginas do Comércio há 40 anos. O hábito da leitura foi herança do pai, já falecido, Josias Leite de Melo, que também era taxista.
Além do conhecimento que adquire, Sandro afirma que o fato de ler o jornal faz com que sempre tenha assunto para conversar com os passageiros que transporta. “Você está sempre atualizado. É uma outra força que existe, assim como o poder Judiciário, Executivo e Legislativo. Já pensou se não tivesse o jornal para fazer as denúncias?”
O taxista conta que inicia a leitura logo pela manhã, sempre pela manchete, mas garante que lê todos os cadernos. Ele recebe o Comércio em casa, mas durante muitos anos o comprou nas bancas da cidade. “Ser assinante sai mais em conta e você tem a comodidade de acordar e ter o jornal já ali, entregue na sua porta.”
Sandro é reconhecido pelos colegas de trabalho como “o que mais lê e se informa”. O hábito faz com que ele seja eleito pelos taxistas para representá-los sempre que é necessário falar ou redigir algum documento para a Prefeitura. “Isso é bom. Se eu leio livro e revista é proveniente do hábito de ler o jornal diariamente. Não consigo ficar sem”, ressalta.
O leitor assíduo do Comércio elogia as reportagens e destaca a importância da composição da informação. “Gosto muito de ver as fotos nas edições. Uma imagem ajuda a formalizar a notícia. Muitas vezes fala mais que o próprio texto.”
O taxista relembra o Prêmio Esso de Jornalismo conquistado pelo jornal com a série de fotografias de Tiago Brandão, que mostra uma mãe salvando o filho do afogamento. “As fotos foram impressionantes.”
FAMÍLIA REUNIDA
Seis irmãos se encontram na casa dos pais, no Jardim Santa Rita, para tomar café da manhã e ler o Comércio juntos todos os dias. A tradição teve início há pelo menos seis anos, quando o patriarca, o sapateiro aposentado Armando Santos da Silva, assinante do jornal, ainda era vivo.
A dona de casa Dirce Aparecida da Silva Botelho, 52, conta que quando seu pai morreu, há três meses, a mãe dela quis cancelar a assinatura do jornal. “Não concordamos porque foi uma maneira que meu pai encontrou de reunir os filhos. E deu certo.”
Seis irmãos se encontram na casa dos pais, no Jardim Santa Rita, para tomar café da manhã e ler o Comércio juntos todos os dias. A tradição teve início há pelo menos seis anos, quando o patriarca, o sapateiro aposentado Armando Santos da Silva, assinante do jornal, ainda era vivo.
A dona de casa Dirce Aparecida da Silva Botelho, 52, conta que quando seu pai morreu, há três meses, a mãe dela quis cancelar a assinatura do jornal. “Não concordamos porque foi uma maneira que meu pai encontrou de reunir os filhos. E deu certo.”
Segundo Dirce, a variedade de assuntos do Comércio agrada todos os irmãos. Cada um se identifica com um caderno do jornal. “Quando chego, sei se o Gilmar (irmão) já passou por lá ou não. Ele bagunça todo o jornal para ver as notícias de esporte.”
Assim como o irmão, Dirce também tem suas preferências. Ela ressalta que quando pega o Comércio logo abre na página de obituários. “Trago para casa o Caderno de Domingo e o Nossas Letras para ler com mais calma”, completa. “O jornal, além de reunir a família, informa. É o meio mais eficaz de termos conhecimento. Tenho certeza que meu pai ficaria contente em saber que demos sequência às reuniões.”
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