O sucesso do Veredas


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Alunos do Veredas brincam em parque de diversão. Além das atividades educacionais, ONG proporciona momentos de lazer para as crianças matriculadas em seus cursos
Alunos do Veredas brincam em parque de diversão. Além das atividades educacionais, ONG proporciona momentos de lazer para as crianças matriculadas em seus cursos

Há 16 anos a instalação de uma ONG (Organização Não Governamental) começou a mudar a vida dos moradores do bairro Recanto Elimar e suas imediações. Fundado em 1996 por um grupo de amigos, o Grupo Educacional Veredas é mantido desde 2005 pelo GCN Comunicação, que investiu no local só no ano passado mais de R$ 100 mil. Esse montante, aliado à boa vontade dos voluntários, possibilitou mais de 12,9 mil atendimentos em 2011 nas oficinas oferecidas pela ONG, nas consultas à biblioteca e auxílio social e de cidadania.
Para Corrêa Neves Júnior, diretor-executivo do GCN, a responsabilidade de uma empresa, independente do tamanho ou segmento, vai além dos produtos que fabrica ou dos serviços que executa. É por essa razão, que o GCN decidiu abraçar a causa e investir no Veredas. ‘Não falo aqui só de recursos, mas de retribuição, de aposta no desenvolvimento da comunidade que lhe deu as bases para a criação e sustentação do negócio’, afirmou.
A ONG é integralmente bancada com recursos saídos do orçamento do próprio grupo e dos funcionários que, espontaneamente, doam uma pequena quantia mensal. Não há repasses governamentais de quaisquer espécie nem há qualquer tipo de benefício fiscal.
O Veredas atende gratuitamente perto de 300 alunos assíduos em 12 oficinas nas áreas de educação, cultura e aprimoramento pessoal. Ministrados por 15 voluntários, os cursos de balé, ioga, português, roda de leitura, informática, judô, pintura em tela, hapikdo, taekwondo, orquestra de violão, bordado em xadrez e locução e técnico em som levaram esperança a crianças, jovens e adultos. Esses alunos encontraram no Veredas a oportunidade que buscavam, seja com reforço escolar, entretenimento ou aprimoramento profissional.
Filhos, netos, pais e avós são bem vindos na sede da instituição. Localizada na avenida João Batista Paula e Silva, no Recanto Elimar II, a movimentação é sempre grande no local. Que o diga a professora do curso de bordado em xadrez, Maria Assunção Costa, de 53 anos. Ela iniciou em abril mais uma oficina na ONG e em cerca de dois meses viu grandes melhoras acontecerem na vida de suas oito alunas. “O artesanato é uma terapia que faz milagres. Na minha carreira vi casos de pessoas que foram liberadas pelos médicos de tomar remédios controlados, venceram depressão e sequelas de doenças graves, como o AVC. Além disso as alunas recuperam algo muito importante, a auto-estima”, disse ela.
O trabalho manual não é único motivo que tira essas alunas de casa todas as segundas-feiras por três horas. A convivência, as novas amizades e a troca de experiências chega a ser tão importante quanto a própria aula, de acordo com a professora. O sucesso da oficina foi tão grande que os planos para o segundo semestre são para expandir o curso em mais uma modalidade: ponto cruz.
Mas o Veredas não é apenas palco de arte. Pequenos campeões foram descobertos através das oficinas. Em 2011 uma delegação de judô da ONG participou de campeonatos em Franca e na região, como o Campeonato de Judô Oficial da Federação Paulista do esporte, realizado em Ribeirão Preto. A equipe apresentou um resultado elogiável e trouxe 10 medalhas para Franca.


NA PONTA DO PÉ
O sonho de muitas meninas, fazer balé, se tornou realidade para algumas alunas do Veredas. Graças a uma parceria com a escola Cláudia Garcia Ballet, 45 crianças com idades entre 6 e 12 anos estão tendo a oportunidade de aprender a dança.
Sob a coordenação da voluntária Marcela Ferreira Ribeiro, professora de balé e praticante da dança há 14 anos, as meninas aprendem não apenas os delicados passos, mas a postura, a disciplina e a leveza de ser bailarina. “Para muitas crianças do bairro, o balé era algo acima das possibilidades de suas famílias. Ver o brilho nos olhinhos delas ao aprenderem um novo passo é o maior pagamento possível. Não tem como não se emocionar”, disse a professora.
As pequenas bailarinas já se apresentaram no Teatro Municipal em festivais e encerramentos de semestre da escola Cláudia Garcia Ballet no ano passado e no fim do último mês. Elas se preparam agora para serem parte no espetáculo A Pequena Sereia, nos dias 28 de novembro, 1º e 2 de dezembro. 

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