'Comércio' é companheiro dos alunos da 'Florestan Fernandes'


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Aprendizado |  A professora Renata Amatto, da ‘Florestan Fernandes’,  mostra página do Comércio para os alunos do 4º ano
Aprendizado | A professora Renata Amatto, da ‘Florestan Fernandes’, mostra página do Comércio para os alunos do 4º ano

Todos os dias o inspetor Nei Oliveira se transforma em jornaleiro e percorre as classes para entregar os exemplares do Comércio da Franca aos alunos da Escola Municipal “Florestan Fernandes”, no Jardim Vera Cruz. Depois de abrir a porta, grita para a turma: “Olha o jornal!”. A unidade é uma das 38 parceiras do projeto Jornal Escola e tem direito à assinatura anual gratuita. Em sala de aula, as professoras desenvolvem atividades diversas a partir das notícias, fotos, charges e artigos publicados pelo jornal.

Na turma do 4º ano, os 19 alunos da professora Renata Gabriel Amatto têm atividades todos os dias com o Comércio e, na quinta-feira, quando circula o caderno Clubinho, voltado para o público infantil, os trabalhos são mais amplos. A primeira atividade é a leitura da edição do dia. Pela lista de chamada, as crianças se revezam e sempre vão até a frente da classe para apresentar as notícias. Leem a manchete em voz alta para todos, descrevem as fotos da capa e interpretam a charge com ajuda dos colegas e da professora. Depois, debatem o assunto que mais chamou atenção. Dois estudantes levam o jornal para casa e leem com a família. “O trabalho do Jornal Escola é um recurso muito importante, porque auxilia a leitura e proporciona o estudo de diferentes tipos de textos: cartas, poesias, reportagens, artigos. E isso na sala de aula abre um leque para trabalhar a escrita, oralidade e interpretação de texto”, disse a professora Renata.

A reportagem “Volta das sacolinhas plásticas divide opinião entre os francanos”, publicada na semana passada pelo Comércio, serviu de apoio para a aula do dia 23 de abril. A professora Renata Amatto aproveitou essa matéria e outras veiculadas pelo jornal, como “Lixo se acumula em área do Parque dos Pinhais”, “Reserva Ambiental do Parque do Horto é tomada por lixo e entulho” e “Por um planeta sustentável” (Clubinho), para estudar com os alunos meios de preservar o planeta dos prejuízos causados pelo lixo urbano.

Com as reportagens em mãos, a turma foi dividida em quatro grupos e as crianças se tornaram repórteres por um dia. Discutiram o tema e produziram uma reportagem apresentando soluções para o problema. Precisaram definir a chamada da manchete, linha fina, produzir um desenho (imagem) para ilustrar a matéria e escrever o texto. Um dos grupos noticiou que alunos da Escola “Florestan Fernandes” estavam produzindo panfletos sobre reciclagem para distribuir nas casas do bairro.

A reportagem desse grupo foi lida no Jornal Falado da escola. Todas as classes têm sistema de som e foram informadas do trabalho feito pelo 4º ano com o jornal. As reportagens serão escritas em cartolinas e expostas na escola. A atividade também é registrada no “Caderno de bordo do Comércio”. No começo do ano, esse livro funcionou como diário de bordo, porque todos os dias um aluno levava para casa com o jornal e preenchia uma ficha completando as seguintes frases: levei o jornal para casa e..., a manchete..., eu li e achei..., a notícia de que mais gostei foi... e para mim, o jornal... Depois reescrevia uma das notícias, interpretando o que leu e apresentava na sala de aula no dia seguinte. Para Maria Helena, 10, ler o jornal é algo prazeroso. “É legal usar o jornal na sala de aula, porque a gente aprende a ler. Minha família gosta também de ler quando levo para a casa.”

APOIO
A ideia da atividade sobre lixo urbano surgiu depois da professora Renata Amatto participar da palestra da jornalista Talita Moretto, na abertura do Jornal Escola 2012. “A Talita Moretto sugeriu esse trabalho no projeto cultural Vamos Ler. Como a escola está trabalhando com o tema sustentabilidade, aproveitei a ideia”, disse Renata. Para auxiliar os alunos, a professora exibiu o documentário “Catadores de lixo”.

Outro apoio são as oficinas pedagógicas oferecidas pelo GCN, das quais Renata costuma participar. “As oficinas me ajudaram a ler o jornal. Não conhecia a distribuição correta dos cadernos e foi nas oficinas que aprendi a ler o jornal, o que facilita muito o trabalho com os alunos. Foi primordial conhecer a divisão das editorias.”

Para a diretora da Escola “Florestan Fernandes”, Paula Furco Moreira, a parceria com o projeto Jornal Escola tem permitido resultados positivos em relação à escrita e leitura entre as crianças. “O jornal é um material muito rico e as professoras podem explorar diversos assuntos, trabalhar o seu formato e direcionar para as áreas do conhecimento.”
 

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