Lollapalooza leva 135 mil pessoas ao Jockey Club em São Paulo


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'LOLLA' BRASIL - 75 mil pessoas tomaram conta do Jockey Club, em São Paulo, para assistir ao show do Foo Fighters, atração mais esperada da noite
'LOLLA' BRASIL - 75 mil pessoas tomaram conta do Jockey Club, em São Paulo, para assistir ao show do Foo Fighters, atração mais esperada da noite

Eram 16h40 de sábado, 7, quando, após caminhar mais de um quilômetro entre a estação de metrô e um dos portões do Jockey Club de São Paulo, pisei no Lollapalooza. O festival idealizado por Perry Farrel, vocalista do Jane’s Addiction, me chamou a atenção pela quantidade de bandas do cenário indie/alternativo e também pelo peso do headliner do primeiro dia de shows. O Foo Fighters, que encerrou a programação do dia 7, é uma das minhas bandas prediletas, algo que de cara já me convenceu a comparecer ao festival. Somada às outras atrações, minha decisão foi conferir de perto os dois dias do evento, já consagrado nos Estados Unidos e no Chile como um dos maiores festivais de música do planeta.

Assim que cheguei, era possível ouvir de longe o final do show de O Rappa, única banda brasileira a se apresentar em um dos palcos principais do Lollapalooza, o Cidade Jardim. Apesar da posição de destaque em relação às demais brasucas que integravam o line-up do festival - e que ficaram limitadas ao palco Alternativo -, O Rappa não surpreendeu tanto assim. O grande destaque brasileiro foi o show dos rappers dos Racionais MC’s no domingo, que, mesmo com o atraso de quase uma hora, tomou o público do palco Perry com os discursos sociais e mistura do rap com batidas black.

Voltando às atrações internacionais, que eram maioria nesta primeira edição do Lollapalooza Brasil, obviamente priorizei meu primeiro dia para assistir na integra ao show do Foo Fighters. Antes, então, tentei me organizar para comer e beber no festival. Se, por um lado, o Lollapalooza agradou pela programação, por outro pecou na estrutura do evento. Fiquei pelo menos uma hora na fila do caixa para adquirir fichas. O sistema de cartões de débito parou de funcionar, as linhas telefônicas congestionaram e, muitas vezes, chegar até os bares e lanchonetes era um teste de paciência. Isso sem contar o atraso no transporte público. No sábado, a polícia fechou o metrô às 00h20 (ao invés de 01h00), o que prejudicou muita gente na volta para casa. Mesmo assim, em meio a uma multidão de 75 mil pessoas no primeiro dia, valeu o sacrifício. As duas horas e meia de show de Dave Grohl e cia. compensaram o ‘sofrimento’.

No domingo, o que se viu foi um clima diferente no Jockey. A começar pela programação, com bandas que levaram ao festival um público bem mais jovem que o do dia anterior. Os celulares continuavam sem conexão, mas o fluxo das filas e a movimentação de pessoas pelos palcos era bem mais tranquilo. Os cerca de 60 mil que passaram pelo Lollapalooza em seu segundo dia puderam ver, além da ótima performance do headliner Arctic Monkeys, o indie-eletrônico do Friendly Fires, a catarse coletiva no dubstep das pick-ups do DJ Skrillex e o show performático do Jane’s Addiction, que, apesar de particularmente não ter me convencido, tem lá seu mérito perante os fãs da banda. Meu saldo final é positivo. Certamente estarei na próxima edição.
 

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