Educadores discutem o poder das imagens publicadas no 'Comércio'


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PALESTRA O jornalista Corrêa Neves Júnior, diretor executivo do GCN, palestrou à plateia composta por professores de 23 escolas de Franca participantes do Projeto Jornal Escola
PALESTRA O jornalista Corrêa Neves Júnior, diretor executivo do GCN, palestrou à plateia composta por professores de 23 escolas de Franca participantes do Projeto Jornal Escola

A força e o impacto das imagens foram o tema da primeira oficina para professores de instituições públicas de ensino que participam do Projeto Jornal Escola. A palestra ministrada pelo diretor executivo do GCN Comunicação, o jornalista Corrêa Neves Júnior, reuniu ontem representantes de 23 escolas.

Júnior exibiu aos professores a capa do Comércio, de 28 de fevereiro, que trazia a foto de um acidente de trânsito envolvendo o carro de uma jovem motorista de 19 anos e uma moto. A colisão causou a morte do motoqueiro de 18 anos e da passageira do carro de 73, avó da motorista. A publicação gerou grande repercussão, porque mostrava parte do corpo da mulher dentro do carro. O jornalista propôs aos educadores uma discussão sobre os motivos de imagens causarem reações negativas em alguns leitores. “É uma imagem forte, pungente, mas muito precisa para mostrar a todos nós o que acontece em um acidente de trânsito.”

Para discorrer sobre o tema, o diretor executivo do GCN recorreu “às mais simbólicas imagens do jornalismo do século XX” e imagens recentes publicadas nos mais importantes e respeitados jornais do mundo. O objetivo era instigar a reflexão dos professores.

Durante o debate, os professores afirmaram que existe uma carência no processo educativo que foca o letramento e não possibilita que se trabalhe amplamente outras disciplinas como artes, o que limita o discernimento das crianças e da sociedade em geral.

Para a educadora Isilda Silva, a palestra motivou os professores a prestarem mais atenção nas imagens e na mensagem que elas transmitem. “A palestra fez com que refletíssemos, porque não são todas as imagens que nos provocam uma reação.”

A professora Débora Garcia ressaltou o papel transformador do jornal. “A imprensa verdadeira desmascara a situação que o sistema está tentando impor. É papel da imprensa vasculhar e procurar. Como educadora, vejo a necessidade de formar essas crianças para perceber a imprensa como uma aliada e não como uma oponente”, disse.

Uma das educadoras comparou a liberdade de imprensa nos Estados Unidos e no Brasil. Júnior defendeu a diferença, reforçando que os veículos de comunicação norte-americanos têm maior liberdade para veicular notícias e imagens. O jornalista enfatizou que países que alcançaram níveis elevados de desenvolvimento econômico e social se baseiam na educação de qualidade e na liberdade de imprensa. “Esses são alguns dos desafios que eu vejo para nós aqui. Há um longo caminho pela frente e não é uma coisa para um ano ou dois, mas uma coisa para gerações.”

JORNAL ESCOLA
Através do Jornal Escola, aproximadamente 4 mil alunos de instituições públicas conhecem, a cada ano, a sede do GCN e o processo de produção de notícias. Desde o ano passado, a empresa mantém parceria com escolas públicas de Franca, distribuindo exemplares de jornal para que os professores utilizem como ferramenta complementar do processo de ensino. “O objetivo é formar um leitor mais crítico, formar o leitor do futuro e auxiliar no processo da dinâmica escolar para que os alunos se tornem cidadãos atuantes dentro da sua comunidade. Lendo o Comércio, eles conhecem os problemas da comunidade e sabem que podem agir, influenciando na resolução das questões que são mais próximas deles”, ressaltou a presidente do Conselho Consultivo do GCN, Sonia Machiavelli.

As oficinas com os professores, que acontecem quinzenal, os auxiliam a compreender o processo de produção das notícias. O próximo encontro acontecerá no dia 13 abril. O tema será sustentabilidade.
 

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