Servidores querem greve, mas têm medo

O primeiro dia da greve dos servidores públicos não vingou. Nas duas unidades básicas de saúde visitadas pelos sindicalistas ontem, no Leporace e no Aeroporto III, o atendi

19/04/2006 | Tempo de leitura: 2 min

Alerta - Faixa na área externa da Unidade Básica de Saúde do Jardim Aeroporto III informa população que servidores da unidade estão em greve
Alerta - Faixa na área externa da Unidade Básica de Saúde do Jardim Aeroporto III informa população que servidores da unidade estão em greve
O primeiro dia da greve dos servidores públicos não vingou. Nas duas unidades básicas de saúde visitadas pelos sindicalistas ontem, no Leporace e no Aeroporto III, o atendimento aconteceu normalmente. A pressão da prefeitura, da própria população e a falta de uma estratégia eficiente dos sindicalistas impediram o sucesso do movimento. Mesmo com os locais onde seriam realizadas as paralisações sendo mantidos em segredo pelo presidente do Sindicato dos Servidores Municipais, José Nhozinho Sales Ramos, o “Paraná”, os aliados do prefeito Sidnei Rocha (PSDB) agiram rápido: pouco depois do início da movimentação em frente à UBS do Aeroporto, a gerente da Direção de Saúde da Zona Sul, Beatriz Ede Royo, e o secretário de Governo, José Paschoal Ribeiro chegaram para “esfriar” a greve. Royo disse que não há intimidação por parte da prefeitura, mas, sim, bom senso dos servidores, que pensaram, antes de tudo, no bem-estar da população. “Os funcionários não querem prejudicar o contribuinte. Claro que têm direito de lutar pelo aumento salarial, mas isso deve acontecer sem que terceiros paguem o preço”. Entre os funcionários, o clima é outro. Uma funcionária da UBS do Aeroporto, que pediu para não ter seu nome divulgado, disse que participaria de uma paralisação, mas que não o fará por medo de represálias. “Qualquer coisa que fizermos que os contrarie (os governantes) pode causar perseguição”. O medo da servidora é de fácil entendimento. A gerente da unidade, que também já atuou como ouvidora do prefeito na UBS, descartou a hipótese de greve na unidade de saúde hoje e disse que não poupará esforços para que o trabalho seja mantido. “Já comuniquei a Guarda Civil Municipal e a Polícia Militar. Ao menor princípio de confusão, como sindicalistas tentando impedir funcionários de trabalhar, elas serão acionadas”, disse Royo, que acrescentou que a mesma postura será adotada na UBS do Leporace, gerenciada por Luís Antônio Porto. “Estamos trabalhando em conjunto”. PROBLEMAS O sindicato, que decidiu começar a greve em um setor delicado do qual dependem milhares de pessoas, acredita que o movimento não perdeu forças. “Paraná” acredita que a ação do sindicato está dentro do que era esperado. O sindicalista garantiu que, hoje, as UBSs do Aeroporto e Leporace não atenderão ao público. “A adesão dos servidores foi imediata e maciça. Só houve atendimento no Aeroporto por consideração aos pacientes, pois havia pessoas na fila desde a noite anterior. Mas, amanhã (hoje) recomendo que a população não procure atendimento nesses locais, pois ambos estarão em greve”, disse (leia mais nessa página).

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