Por dentro do problema

Moradores da zona oeste, região do Dermínio, estão irritados com tantos buracos nas ruas dos bairros

04/03/2006 | Tempo de leitura: 2 min

Cratera na Rua Santa Clara, no Jardim Santa Maria, impressiona pela largura e profundidade. O pior é que ele não tem previsão de ser tapado
Cratera na Rua Santa Clara, no Jardim Santa Maria, impressiona pela largura e profundidade. O pior é que ele não tem previsão de ser tapado
O problema é bastante conhecido da população e recorrente nas páginas do Comércio. No entanto, a cada nova chuva, novos buracos “brotam” no asfalto de Franca, bem como as reclamações nos telefones da redação. Desta vez, os estragos foram contabilizados pelo moradores do Jardim Dermínio, Vila Rezende, Pedigone, Piratininga e Santa Efigênia. A reclamação é sempre a mesma, bem como a constatação da falta de atenção por parte do poder público para com a manutenção do asfalto nestes locais. O que surpreendeu agora foi a severidade das águas com o asfalto naquela região. Há trechos quase intransitáveis, tamanha a quantidade de buracos. Em pelo menos um caso, o tamanho da cratera aberta surpreendeu até mesmo a equipe de reportagem do Comércio, acostumada a registrar reclamação contra buracos por toda a cidade. O buracão está na Rua Santa Clara, do Jardim Santa Maria. O estrago foi tão grande que a imagem foi feita de dentro do buraco, “coisa inédita na área urbana de Franca”, segundo o fotógrafo Silva Júnior, incrédulo. O superburaco tem aproximadamente três metros de diâmetro, dois metros e meio de profundidade e outros três metros embaixo do asfalto que ameaçam ceder, oferecendo risco de engolir a rua e destruir galerias da rede de esgoto e água. Vizinhos da cratera reclamam que autoridades nada fizeram até o momento. Os moradores entrevistados pela reportagem também acrescentaram adjetivos aos problemas de buracos espalhados pelas vias da cidade. Ali perto do buracão, o cruzamento das ruas Sargento Marcos Alfredo Lance e Humberto Cechi, no Santa Efigênia, foi apelidado de “rotatória do Sidnei”. A “homenagem” se deve ao plantio de uma árvore literalmente no meio da rua. Mais do que um protesto da população, a planta é um alerta aos motoristas que trafegam por ali para o tamanho do buraco. Para o mecânico Pedro Aparecido Rodrigues, que tem uma oficina na Rua Humberto Cechi, a população fez bem em “plantar” os galhos de árvore no local. “Esta rua é muito perigosa. O movimento do bairro é todo feito nela. Está um absurdo”, disse.

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