CAMINHO PROTEGIDO

Fraude no transporte de alunos PCD tem alvos em Campinas e Sumaré

Por Flávio Paradella | Especial para a Sampi Campinas
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação/Governo de SP
Operação apura suspeitas de fraudes em contratos do transporte de alunos com deficiência da rede estadual.
Operação apura suspeitas de fraudes em contratos do transporte de alunos com deficiência da rede estadual.

Uma investigação que teve origem em Sumaré levou a uma operação da Controladoria Geral do Estado (CGE) e da Polícia Civil de São Paulo nesta quinta-feira, 14 de maio, com mandados cumpridos em Campinas e também em Sumaré, além de outras cidades paulistas e do estado de Goiás.

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Batizada de Operação Caminho Protegido, a ação apura suspeitas de irregularidades envolvendo empresas credenciadas para prestar o serviço de transporte especial de alunos com deficiência da rede estadual de ensino, conhecido como programa Ligado.

Ao todo, foram expedidas 14 medidas cautelares de busca e apreensão judicial. Os mandados são cumpridos em Campinas, Sumaré, Guarulhos, São Paulo, Santo André, São Caetano do Sul e cidades de Goiás.

Segundo a investigação, o foco inicial está no chamado “Cluster Sumaré”, grupo de empresas que atendia cerca de 50 crianças por mês no serviço de transporte especial, na cidada da região.

De acordo com a CGE, as empresas investigadas teriam sido abertas simultaneamente em dezembro de 2023, compartilhando o mesmo endereço, classificado como imóvel residencial e comercial sem estrutura compatível para abrigar a operação das transportadoras.

As apurações apontam ainda suspeitas de utilização de atestados de capacidade técnica fraudulentos, supostamente emitidos por empresas ligadas a familiares em Aparecida de Goiânia (GO).

Entre as empresas investigadas estão JH Solução Transportes Ltda, Henrique’s Transportes Ltda, J&M Irmãos Transportes Ltda e C.A.C. Transportes Ltda.

A origem da operação foi uma auditoria realizada pela CGE após denúncia encaminhada pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP). O trabalho buscou identificar possíveis inconsistências administrativas, uso de documentação ideologicamente falsa e atuação coordenada entre empresas privadas para burlar regras do edital de credenciamento do serviço.

O programa Ligado oferece transporte porta a porta para estudantes com deficiência matriculados na rede estadual e em entidades conveniadas. Atualmente, o sistema conta com cerca de 790 veículos, atendendo mais de 5 mil beneficiários, entre alunos e acompanhantes.

Segundo os investigadores, o prejuízo potencial relacionado às ordens de serviço emitidas para as empresas investigadas pode chegar a R$ 590 mil.

Durante a operação, policiais e agentes da Controladoria buscam apreender documentos, equipamentos eletrônicos, registros contábeis e materiais considerados importantes para o avanço das investigações.

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