DESVIO DE RECURSOS

Foragida por desvio milionário na Unicamp será alvo da Interpol

Por Flávio Paradella | Especial para a Sampi Campinas
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Ex-funcionária da Universidade é apontada como foragida desde 2024; ela é acusado por supostos desvios de verbas públicas e pode estar no Reino Unido.
Ex-funcionária da Universidade é apontada como foragida desde 2024; ela é acusado por supostos desvios de verbas públicas e pode estar no Reino Unido.

Justiça de Campinas deu sinal verde para a adoção de procedimentos formais que podem resultar na prisão e extradição de Ligiane Marinho de Ávila, ex-servidora da Unicamp investigada por supostos desvios milionários de verbas públicas destinadas à pesquisa científica. A informação é da Rádio CBN Campinas.

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A decisão, assinada no último dia 13 de janeiro, autoriza o início dos trâmites de cooperação jurídica internacional, após a Polícia Federal comunicar ao Judiciário a existência de indícios de que a investigada esteja atualmente no Reino Unido.

Com base nessa informação, o Ministério Público solicitou que o processo avance para a fase de articulação com o Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional, órgão do Ministério da Justiça responsável por pedidos de prisão e extradição fora do país. O requerimento foi aceito pela magistrada responsável pelo caso.

Ligiane deixou o Brasil em fevereiro de 2024, cerca de um mês após a descoberta das irregularidades, e desde então é considerada foragida. Ela responde a acusações de peculato e lavagem de dinheiro. Segundo a investigação, entre 2018 e 2023, valores superiores a R$ 6,6 milhões circularam por contas pessoais da ex-servidora.

As apurações indicam que ela teria usado uma empresa aberta em seu próprio nome para emitir notas fiscais ideologicamente falsas, utilizadas na prestação de contas de projetos financiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo. Os documentos descreviam serviços e aquisições que, segundo a investigação, não existiram.

Parte dos recursos desviados teria sido convertida em moeda estrangeira, com compras que somam aproximadamente R$ 100 mil, realizadas poucos meses antes da saída do país. A investigação também aponta que a ex-servidora operava diretamente as contas dos projetos, com acesso a cartões bancários e senhas dos pesquisadores responsáveis.

Até o momento, não há indícios que sustentem acusações contra os docentes vinculados aos projetos analisados.

O mandado de prisão preventiva segue ativo e válido tanto em território nacional quanto internacional. A Justiça determinou prioridade na adoção das medidas necessárias para viabilizar o cumprimento da ordem judicial fora do país.

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