Um homem de 27 anos foi preso na noite da última terça-feira (24) após agredir a companheira, de 38 anos, dentro do Hospital Municipal Doutor Waldemar Tebaldi, em Americana. A vítima havia dado à luz gêmeos há 18 dias, e os bebês, prematuros, permaneciam internados com ela na unidade de saúde.
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De acordo com o relato da mulher à Gama (Guarda Municipal de Americana), o suspeito compareceu ao hospital para acompanhá-la, mas a situação se deteriorou quando ela questionou as constantes saídas dele sem prestar auxílio nos cuidados com os recém-nascidos. O homem teria se alterado, começado a xingar a vítima, puxado seu cabelo e desferido murros contra a parede.
Uma enfermeira plantonista presenciou as agressões e confirmou a versão da vítima. A mulher não sofreu ferimentos, mas relatou ter se sentido ameaçada, pois o agressor teria dito que, se a polícia fosse acionada e ele fosse preso, haveria consequências.
Quando os agentes da Gama chegaram ao local, o homem já havia fugido. Durante o patrulhamento nas proximidades, a equipe não conseguiu localizá-lo inicialmente e seguiu para o Plantão Policial a fim de registrar a ocorrência.
Foi somente quando uma enfermeira deixava o hospital que ela avistou o suspeito no estacionamento e acionou novamente a Guarda Municipal. Na abordagem, os agentes encontraram, na mochila do homem, uma garrafa de café, um frasco com substância aparentando ser álcool e uma garrafa de água. No bolso do suspeito, foram localizados um celular e uma porção de maconha. O homem declarou ser usuário e afirmou que a droga era para consumo próprio.
Prisão e desdobramentos
O suspeito foi preso em flagrante por injúria e lesão corporal e encaminhado à DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) de Americana, onde permanece à disposição da Justiça. O celular e a porção de maconha foram apreendidos.
A Prefeitura informou que, diante da situação, foram acionados os protocolos internos de segurança, incluindo supervisão do serviço social e controle de acesso. A mulher recebeu acolhimento da equipe médica e do serviço social.
Em nota, o hospital reforçou que repudia qualquer forma de violência e que adotou todas as medidas necessárias para garantir a segurança da paciente, dos bebês e dos profissionais. Os recém-nascidos tiveram alta hospitalar na quarta-feira (25), e a vítima retornou para casa.