Após um mês de retração, o setor de alimentação fora do lar voltou a registrar saldo positivo de empregos formais na Região Metropolitana de Campinas (RMC). Dados do Novo Caged mostram que, em novembro de 2025, foram criadas 90 vagas com carteira assinada no grupo que reúne bares, restaurantes e comércios de alimentação.
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O resultado interrompe a sequência negativa observada em outubro, quando o setor havia registrado o fechamento de 60 postos de trabalho. No acumulado de janeiro a novembro de 2025, o saldo é ainda mais expressivo: 1.436 novos empregos formais, consolidando o segmento como um dos principais geradores de vagas na região.
Somente em novembro, o setor contabilizou 2.958 admissões e 2.868 desligamentos. Em 14 dos 20 municípios da RMC, houve mais contratações do que demissões. Cinco cidades encerraram o mês com saldo negativo e uma apresentou equilíbrio entre admissões e desligamentos.
Entre os municípios que mais contribuíram para a geração de vagas estão Itatiba, com 25 novos postos, Campinas, com 14, Pedreira (12), Santo Antônio de Posse (11) e Sumaré (9). Holambra e Vinhedo registraram sete vagas cada. Já os saldos negativos foram observados em Jaguariúna (5), Santa Bárbara d’Oeste (4), Nova Odessa (3), Morungaba (2) e Monte Mor (1).
Para o presidente da Abrasel Campinas, André Mandetta, o desempenho de novembro mostra um cenário mais moderado na comparação anual, mas ainda positivo no médio prazo. “Em novembro de 2024, o setor abriu 155 vagas. Houve uma queda significativa em 2025, mas ela acompanha o movimento nacional de desaceleração nas contratações”, afirma.
Segundo Mandetta, o dado mais relevante está no acumulado. “Quando comparamos os 11 primeiros meses de 2025, com 1.436 vagas, ao mesmo período de 2024, que teve 1.358, observamos um leve crescimento. Isso mostra como o setor de alimentação fora do lar é resiliente e segue sendo um importante gerador de empregos”, explica.
O dirigente destaca ainda que o saldo positivo está alinhado a uma pesquisa realizada pela Abrasel em outubro, que indicava intenção de contratação por parte de 34% dos empresários da RMC no fim do ano. Outros 58% afirmaram que manteriam o quadro de funcionários, enquanto apenas 8% sinalizaram possibilidade de demissões.
Diante da escassez de mão de obra, muitos estabelecimentos têm adotado estratégias para atrair e reter profissionais. Premiação por desempenho, oferta de cursos e treinamentos, flexibilização de jornadas e reajustes salariais estão entre as medidas mais utilizadas, segundo a entidade.