HOMICÍDIO

Quem era Caio, jovem encontrado morto em motel de SP

Por Da Redação | São Paulo
| Tempo de leitura: 3 min
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Quem era Caio, jovem encontrado morto em motel de SP
Quem era Caio, jovem encontrado morto em motel de SP

O homem encontrado morto em uma banheira de hidromassagem de um motel tinha mais de R$ 15 milhões em seguros de vida contratados em seu nome. A Polícia Civil suspeita que o próprio marido da vítima tenha cometido o crime para receber as indenizações. O suspeito foi preso na quarta-feira (28).

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A vítima foi identificada como Caio Henrique Ventura, de 21 anos, encontrado morto na madrugada de 1º de outubro, em um motel na Avenida Marquês de São Vicente, na Barra Funda, zona oeste de São Paulo. O suspeito, Fernando Curti Tavares, era casado com o jovem desde junho. Os dois haviam se conhecido por meio de um aplicativo de relacionamento.

Segundo a investigação, Fernando contratou mais de três apólices de seguro de vida em nome de Caio, com valores que variavam entre R$ 2 milhões e R$ 10 milhões. Algumas tinham cláusulas especiais que previam o pagamento de indenizações em dobro em caso de morte acidental.

O suspeito era o único beneficiário dos contratos e, conforme os investigadores, teria acionado as seguradoras poucas horas depois da confirmação da morte do companheiro.

Jovem foi encontrado morto em banheira

De acordo com os registros policiais, Fernando acionou o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) depois de encontrar Caio desacordado dentro da banheira de hidromassagem. A equipe médica constatou a morte na madrugada de 1º de outubro. Inicialmente, o caso foi registrado como morte acidental.

O casal havia chegado ao estabelecimento às 22h do dia 30 de setembro. Fernando pagou uma pernoite no momento da entrada. Na ocasião, ele era a única pessoa que estava na suíte com a vítima.

Em depoimento, o suspeito afirmou que os dois tiveram uma relação sexual na banheira. Depois, disse ter descido para tomar banho em outro banheiro da suíte, que tinha dois andares. Cerca de 20 minutos mais tarde, teria retornado e encontrado o companheiro desacordado.

Polícia encontrou contradições no relato

Com o avanço das investigações, os policiais identificaram inconsistências na versão apresentada por Fernando. A banheira ficava em um mezanino separado por um vidro, de onde seria possível observar o local a partir da porta do banheiro utilizado pelo suspeito.

Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores foi o depoimento da mãe de Caio. Ela afirmou que desconhecia o relacionamento amoroso entre os dois, o casamento e a existência dos seguros de vida contratados em nome do filho.

Além disso, durante o plantão policial, Fernando soube que seu celular seria apreendido e realizou uma restauração completa do aparelho para as configurações de fábrica. A atitude levantou suspeitas de possível destruição de provas.

Laudo aponta sinais de violência

O laudo necroscópico inicial apontou afogamento como causa da morte. Entretanto, a profundidade da banheira, inferior a 70 centímetros, chamou a atenção dos investigadores.

Exames posteriores identificaram lesões nos dedos, nas mãos e nos antebraços de Caio, compatíveis com ferimentos de defesa. Também foram constatadas lesões na cavidade oral e infiltrações hemorrágicas profundas na região do pescoço.

A principal hipótese da investigação é que o jovem tenha sofrido agressões, sido imobilizado e mantido submerso até morrer. Segundo o documento policial, os elementos periciais indicam uma dinâmica compatível com contenção e compressão cervical.

Diante dos indícios de homicídio doloso, risco de fuga e possível destruição de provas, a Polícia Civil solicitou a prisão temporária de Fernando, além de mandados de busca e apreensão e autorização para extração de dados de equipamentos eletrônicos.

O caso é investigado pelo Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).

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