ENTRADA GRATUITA

São Paulo Companhia de Dança faz apresentações em Bauru

da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Divulgação: Manoela Belinello
Pas de Deux de Giselle, por Lars Van Cauwenbergh
Pas de Deux de Giselle, por Lars Van Cauwenbergh

A São Paulo Companhia de Dança (SPCD) — corpo artístico da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerido pela Associação Pró-Dança — se apresenta gratuitamente em Bauru nesta quinta-feira (1) e sexta-feira (2), às 20h, no Teatro Municipal Celina Lourdes Alves Neves.

A abertura das noites fica por conta da Companhia Estável de Dança de Bauru, com a obra Harém das Ausências, de Wallace Guimarães. Na sequência, a SPCD apresenta um programa que reúne diferentes linguagens da dança, com o clássico o Pas de Deux de Giselle, por Lars Van Cauwenbergh, e as obras contemporâneas ATÔMICO, de Sérgio Galdino, e Umbó, de Leilane Teles. Os ingressos são gratuitos e podem ser retirados na bilheteria do teatro uma hora antes do início de cada sessão.

“Estar em Bauru é uma oportunidade de compartilhar um programa que reúne diferentes formas de criação e expressão. Cada obra apresenta uma maneira particular de olhar para o corpo, para as relações e para aquilo que nos atravessa, criando diferentes possibilidades de encontro entre os bailarinos e o público”, afirma Inês Bogéa, diretora artística da São Paulo Companhia de Dança.

A obra Harém das Ausências, de Wallace Guimarães, é uma crônica coreográfica desenvolvida a partir de pesquisas corpo-sensoriais e estímulos somáticos, utilizando músicas experimentais e bossas brasileiras. A combinação criativa e autoral celebra os 112 anos de Vinicius de Moraes e resulta em um “harém” de mulheres que ressignificam o lugar da ausência e potencializam a força e a resistência feminina por meio da dança contemporânea e de símbolos poéticos trazidos à cena.

Considerado um dos grandes balés do repertório romântico, Giselle acompanha a história da jovem camponesa que se apaixona por Albrecht, um nobre que se disfarça de camponês para cortejá-la. No segundo ato, após a morte de Giselle, Albrecht visita seu túmulo e é cercado pelas Willis, espíritos de jovens que morreram antes do casamento e que condenam os homens a dançar até a morte. Transformada em uma Willi, Giselle desafia esse destino para proteger seu amado. O Grand Pas de Deux de Giselle, na versão de Lars Van Cauwenbergh, integra esse momento da obra.

Em Umbó, Leilane Teles parte da ideia que chama de “criação do desejo”: o desejo de se tornar quem se quer ser a partir de uma referência e a maneira como esse processo reverbera no corpo. A obra propõe um ciclo em que ser inspirado também produz inspiração. As trajetórias do cantor e compositor Tiganá Santana, da cantora Virgínia Rodrigues e do coreógrafo Matias Santiago estão entre os pontos de partida da criação, que também reverencia os bailarinos em cena e os demais artistas envolvidos em sua realização.

Encerrando o programa, ATÔMICO, de Sérgio Galdino, parte do maracatu de baque virado e da efervescência cultural nordestina para construir uma obra que atravessa o manguebeat, o rock, o hip-hop e a música eletrônica. O corpo torna-se território de uma energia híbrida, em que tradição e contemporaneidade se encontram e se transformam. A criação tem música de Travis Lake, Chico Science e parceiros, DJ Dolores, Jorge Mautner e Nelson Jacobina, com montagem e edição da trilha de Ruan Levy, figurino de Cássio Brasil e iluminação de Mirella Brandi.

Comentários

Comentários