ELEIÇÕES 2026

Guto Schiavetto mira votos de Salles e promete confronto com STF

Por Priscila Medeiros | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Priscila Medeiros
Cndidato ao Senado, Guto Schiavetto esteve em Bauru nesta terça-feira
Cndidato ao Senado, Guto Schiavetto esteve em Bauru nesta terça-feira

A desistência de Ricardo Salles da disputa pelo Senado abriu espaço para Guto Schiavetto, candidato do partido Missão, buscar parte do eleitorado que apoiava o ex-ministro. Em entrevista ao JC/JCNET nesta terça-feira (29), Schiavetto afirmou que a saída de Salles é positiva para sua campanha, mas representa uma perda para os eleitores que depositavam confiança no candidato. “Para nós foi bom, para a nossa campanha foi muito bom. Agora é ruim para o eleitor do Ricardo Salles, que acaba ficando órfão. Então, a gente quer aproveitar esses votos”, afirmou.

Schiavetto se apresenta como candidato da direita liberal e coloca críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) entre as principais bandeiras de sua campanha. Ele defende uma atuação mais incisiva do Senado diante do que considera abusos cometidos por ministros da Corte. “A nossa candidatura é a única que está falando de peito aberto o que tem que ser feito em relação ao Supremo”, disse, citando Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. As acusações e avaliações sobre os ministros fazem parte do posicionamento político do candidato e do partido.

Entre as propostas, Schiavetto defende retirar do STF processos relacionados ao foro por prerrogativa de função, deixando a Corte concentrada em questões constitucionais. Ele também propõe uma estrutura específica para julgar autoridades, com magistrados submetidos a mandatos temporários e rotatividade. Na segurança pública, reconhece resultados positivos do governo paulista, mas afirma que a população tem percepção de piora. Como resposta, defende o endurecimento do combate às facções criminosas, o chamado “direito penal do inimigo” e a construção de presídios de maior segurança.

Sobre a reforma tributária, avalia que houve avanço na simplificação, mas critica benefícios fiscais que, segundo ele, seriam resultado de lobby. Outra bandeira é a revisão da distribuição de recursos federais entre os Estados. Para Schiavetto, São Paulo recebe pouco diante de sua participação na economia nacional. “São Paulo paga 40% da pizza, quase metade da pizza, mas leva azeitona”, afirmou.

O candidato também defende a chamada Lei de Responsabilidade Gerencial, proposta do Missão que condicionaria recursos partidários ao desempenho das administrações públicas. A ideia prevê indicadores para avaliar gestores e punições em caso de piora dos resultados. Primeiro candidato do Missão ao Senado, Schiavetto afirmou que não fez pré-campanha, com sua candidatura foi lançada em 16 de agosto e que já apareceu nas pesquisas eleitorais. Citou o Datafolha, no qual, segundo ele, chegou a 3%, empatado tecnicamente com Salles antes da desistência.

Em Bauru, segundo Schiavetto, o partido está formando um núcleo. Para ele, a candidatura representa uma nova geração política. “A nossa candidatura realmente é consequência do que a gente está vivendo hoje e isso nos credencia a ter coragem de falar o que tem que ser falado”, concluiu.

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