Após o Supremo Tribunal Federal enterrar a Operação Lava Jato, não surpreende que novos e graves fatos passem por manipulações por parte de ministros da Corte. É o que infelizmente vem ocorrendo nos últimos meses em casos de extrema gravidade: o desvio de benefícios de milhões de aposentados do INSS — praticado por uma quadrilha infiltrada dentro e fora do órgão — e o escândalo do Banco Master, capitaneado por Daniel Vorcaro.
Primeiro, afastaram qualquer possibilidade de investigar o ministro Dias Toffoli, citado em negociações com o proprietário do Banco Master. Em paralelo, parte dos ministros mobiliza-se para blindar Alexandre de Moraes e sua esposa, evitando investigações sobre suspeitas de transações escusas com a mesma instituição financeira. Tudo à luz do dia e em flagrante afronta à Constituição Federal.
Após o relator dos casos do INSS e do Banco Master, ministro André Mendonça, certificar-se via investigações da Polícia Federal de que Alexandre de Moraes manteve 51 contatos telefônicos com o dono do Master, o PGR foi acionado para se posicionar sobre essa suspeita ligação. Inconformado, Moraes reagiu e solicitou que Mendonça também fosse investigado, fundamentando-se em um relatório da PF sem qualquer valor probatório.
Enquanto isso, o presidente do STF, Edson Fachin, demonstra perplexidade e incapacidade de conduzir a crise. Errou, contudo, ao transferir para o ministro Flávio Dino a decisão sobre revogar ou manter o afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, determinado por Mendonça.
Agora, para desmoralizar de vez a República, resta apenas a maioria dos ministros do STF inocentar Vorcaro. Uma vergonha!