Ao que tudo indica, Donald Trump perdeu o controle da guerra que ele próprio criou no Irã. As inserções bélicas, com várias e sérias ameaças (até a de extinguir a milenar civilização persa), seguidas de muitos recuos, mostram que já não acreditam muito no doidivana presidente norte-americano.
A análise da situação, sendo feita com muita propriedade e seriedade, revela que a situação atual é de severos equívocos no conflito no Oriente Médio, já ponderando que está acontecendo uma adaptação dos países coadjuvantes da região para reduzir prejuízos econômicos, que é o fator que realmente importa.
Nunca foi uma guerra para a democratização ou combate a tiranias. As ações de Trump nessa guerra criada e, aparentemente, perdida por ele mesmo, fazem lembrar a sátira “O rato que ruge”, filme de 1959, dirigido por Jack Arnold, com Peter Sellers nos papéis principais, mas com enredo às avessas.
Não é o pequeno país que declara guerra aos EUA, mas é a potência que ruge sem ao menos ter arsenal e apoio político suficientes para manter a pose leonina. Mesmo que se encontre uma solução para o conflito, depois do governo do Republicano, ao que tudo indica e pelo que a História nos ensina, restará um país resignado e envergonhado do que fez, semelhante à Alemanha pós-nazista.
O autor é pesquisador da Unesp-Rio Claro