DENÚNCIA

Personal trainer é preso por suspeita de estuprar clientes

Por | da Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução/Governo da Bahia
Personal cometia os crimes durante atendimento de liberação miofascial -técnica para aliviar dores- em consultório.
Personal cometia os crimes durante atendimento de liberação miofascial -técnica para aliviar dores- em consultório.

Um personal trainer de 30 anos foi preso na manhã de hoje por suspeita de estupro e importunação sexual contra pacientes durante atendimentos, em Salvador.

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Personal cometia os crimes durante atendimento de liberação miofascial -técnica para aliviar dores- em consultório. As informações são da Polícia Civil da Bahia.

Suspeito pedia para que as pacientes ficassem de roupas íntimas durante o procedimento. Era esse momento que ele aproveitava para importunar e abusar das vítimas, conforme a investigação.

Investigação teve início em novembro do ano passado, após a denúncia de uma influenciadora que divulgou o caso nas redes sociais. Posteriormente, pelo menos outras oito mulheres também procuraram a polícia para denunciar o personal.

Personal adotava o mesmo modo de atuação em todos os casos, diz a polícia. De acordo com a investigação, ele pedia para que as mulheres usassem apenas peças íntimas, realizava toques inapropriados e aproximava a própria genitália nos corpos das vítimas.

Além da prisão, a polícia também cumpriu mandado de buscas no endereço do personal. No local, foram encontrados uma porção de haxixe, uma balança de precisão, dois frascos contendo anabolizantes, um aparelho celular, equipamentos eletrônicos e documentos.

Personal é conhecido em Salvador. Em seu perfil no Instagram, que foi deletado após as denúncias, ele costumava postar vídeos com dicas de exercícios físicos.

Suspeito ainda vai passar por audiência de custódia. O UOL questionou o Tribunal de Justiça da Bahia se já tem previsão para a audiência e aguarda retorno. A reportagem não conseguiu localizar a defesa do personal.

O que diz a Lei

O crime de estupro está previsto no artigo 213 do Código Penal. A pena inicial varia de seis a dez anos de prisão, podendo chegar a 12 anos em caso de lesão corporal e a 30 anos em caso de morte.

A legislação também prevê punição para a divulgação de cena de estupro, prevista no artigo 218-C do Código Penal, com pena de um a cinco anos de reclusão.

Como denunciar

Em casos de flagrante, a orientação é ligar para 190, da Polícia Militar.

Também é possível fazer denúncias pelo telefone 180, que funciona 24 horas por dia em todo o país e no exterior.

O serviço oferece orientação especializada e encaminhamento para serviços de proteção e atendimento psicológico. Também há atendimento pelo WhatsApp (61) 99656-5008.

Vítimas de estupro podem procurar qualquer hospital com atendimento de ginecologia e obstetrícia para receber medicação preventiva contra infecções sexualmente transmissíveis, atendimento psicológico e, nos casos previstos em lei, realizar interrupção legal da gestação.

Não é necessário registrar boletim de ocorrência para receber atendimento médico e psicológico no sistema público de saúde. No entanto, o exame de corpo de delito depende do registro policial.

Esse exame pode ser realizado posteriormente, mas é recomendado que seja feito o mais próximo possível do momento da violência, para preservar provas.

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