O pré-candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) esteve em Bauru neste sábado (4) para encontro regional do partido e afirmou que sua chapa está consolidada. Descartou que a divisão entre nomes da direita comprometa sua candidatura ao Palácio do Planalto. Ele e o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, foram recebidos pela prefeita Suéllen Rosim, presidente local da agremiação.
A pré-candidata a deputada estadual Lúcia Rosim (PSD) e o pré-candidato a deputado federal Miltinho Sardim (PSD), além de autoridades e lideranças aliadas da região também participaram do encontro.
O governador licenciado de Goiás defendeu que sua experiência administrativa e a escolha de Gilberto Kassab como vice representam uma alternativa para o país e rebateu avaliações de que a existência de diferentes pré-candidaturas no campo da direita possa enfraquecer sua campanha. Segundo Caiado, a aliança foi construída para permanecer na disputa e reúne lideranças com experiência administrativa. "A chapa agora está mais do que consolidada, veio para ficar. Vocês veem o Gilberto Kassab como nosso vice, com a credibilidade que tem. É uma chapa constituída por pessoas que sabem governar", declarou.
Ao defender a escolha do presidente nacional do PSD, Caiado destacou o papel da vice-presidência na condução do governo. Para ele, o cargo tem importância estratégica para garantir governabilidade e viabilizar reformas consideradas necessárias para o país. "A vice-presidência tem uma relevância muito grande na governabilidade. Precisamos de alguém que tenha capacidade de aglutinar forças para que as reformas sejam implantadas e para que o Brasil saia desse processo que vem empobrecendo o país", afirmou.
Caiado também relacionou problemas econômicos e de segurança pública ao atual cenário nacional. Segundo ele, empresários enfrentam falta de estímulo para investir, enquanto a população convive com insegurança e o avanço da criminalidade. Durante a entrevista, o pré-candidato intensificou as críticas ao governo federal e ao Partido dos Trabalhadores (PT), responsabilizando a legenda por problemas como pobreza, fome e corrupção.
"Como pode um país rico como o nosso ainda conviver com pessoas na extrema pobreza? O atual grupo político está há cerca de 20 anos no poder e nunca resolveu o problema da fome", disse. Ao apresentar sua proposta para o país, Caiado afirmou que pretende reproduzir em âmbito nacional o modelo de gestão adotado em Goiás. "O que essa chapa vai fazer pelo Brasil é exatamente aquilo que implantamos em Goiás: devolver o Brasil aos brasileiros."
Questionado sobre quais seriam as medidas para reduzir a fome no país, o governador respondeu que o combate ao problema passa pela geração de empregos e pela correta aplicação dos recursos públicos. "A solução é trabalhar e ser honesto com o dinheiro público. Um país com toda essa potencialidade não pode ter pessoas vivendo na extrema pobreza. O governo nunca deu a atenção necessária para isso e se preocupou muito mais com a corrupção do que com o atendimento das pessoas", concluiu.