Esta é uma futura preocupação tendo em vista os problemas que escola e professor causam aos governos considerando a sua crescente utilização na vida atual, indo desde pesquisas científicas a montagens pessoais no WhatsApp, até cartas e indicação de namorados.
Minha cabeça está tão inquieta que cheguei a sonhar com um robô dando aulas em uma escola e outro fazendo as limpezas em seus sanitários.
Imaginemos um robô alfabetizando, dando aulas de matemática e química e um outro como diretor da escola. Fantasia, exagero?
Enfim é para se pensar, tendo em vista a explosão que está ocorrendo atualmente com o seu emprego em várias áreas do trabalho humano. E minha cabeça está turbilhando cada vez mais.
Enfim, é para se pensar sobre este polêmico assunto a cerca do qual exporei meu pensamento no final desta matéria.
Recentemente, como membro da Diretoria participei de uma reunião no Centro do Professorado Paulista à qual esteve presente o doutor e professor Alessandro Soares do seu Departamento Jurídico, a fim de divulgar aos presentes assim como às Diretorias Regionais de Ensino os trabalhos e projetos pela necessidade de futuras leis em prol da educação e, especificamente quanto ao professor.
Proibição do uso de celular na escola pública. Deu a conhecer a necessidade da substituição de uma palavra da Lei Federal N. 15100/25 de "uso" para "entrada" transferindo a responsabilidade para a família visto que a permanência do celular na escola constitui sempre uma "tentação" favorecendo o desvio da atenção do aluno.
Abordou a seguir o tema violência na escola principalmente na Grande São Paulo, em salas de aula com alunos do ensino médio derrubando, socando e ameaçando com arma o professor, de pais agressivos esperando a saída para esbofetear a professora, danificando o seu carro adquirido à duras expensas.
Há casos de alunos, egressos e estranhos invadindo o ambiente escolar portando armas provocando mortes e pânico entre os próprios alunos, professores e funcionários.
Informou sobre medidas protetivas que estão sendo concedidas judicialmente para defesa de professores e escola contra alunos e famílias agressivas a fim de serem evitadas futuras tragédias.
O preclaro jurídico informou também sobre a pleiteada redução da jornada de 40h do professor visto que os aumentos têm sido diminutos para que o mesmo arrume outro emprego a fim de aumentar sua renda.
Campanha esta a qual sou totalmente contra; imagine-se um (a) colega de 40, 45 ou 55 anos procurando outro emprego ou atividade remunerada quando deveria ganhar o justo pelo seu trabalho.
Caro leitor, veja a situação do professor no ranking nacional em jornada de 40h obtido no Google, salário inicial MTS 12,4 mil; Pará 9,8mil;Ceará 6,5 mil; RGN 6,4mil; DF acima de 6mil; SP (7º) 5,6mil; MG 4,8mil.
Finalmente, reportando-me às colocações iniciais entendo que, sendo questão de tempo a IA será utilizada na escola, em todos os níveis como já vem acontecendo em níveis administrativos.
Chegará o tempo em que indicará as causas ou motivos de muitos problemas que alunos apresentam, sem no entanto resolvê-los mas entendidos e amenizados pelo assistente social e psicólogo favorecendo o trabalho do professor.
Porém, pensar-se que IA fará milagres é um ledo engano.
Muito embora seja inimaginável a sua atuação no mundo informativo ela friamente somente apresenta dados e informações, não emana o sentimento mais importante para o homem, que é o amor.
Esse amor que somente os pais e os professores podem oferecer.