Na manhã desta segunda-feira (15), pai e filho foram presos em flagrante em Bauru como parte de uma investigação conduzida pelo Setor de Investigações Gerais (SIG) da Central de Polícia Judiciária (CPJ) com objetivo de apurar crimes relacionados à falsificação, adulteração e comercialização irregular de defensivos agrícolas na cidade. Durante as diligências, grande quantidade de defensivos foi apreendida. Um terceiro investigado, membro da mesma família, não foi localizado.
De acordo com a Polícia Civil, os suspeitos já haviam sido presos por crimes semelhantes em 2024, em Barra Bonita, pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Jaú. Investigações recentes revelaram que, agora, eles estariam praticando condutas criminosas envolvendo produtos agrotóxicos em Bauru e usando um Chevrolet/Onix prata para o transporte dos materiais.
Com ordem da Justiça, nesta segunda-feira, equipes do SIG cumpriram mandados de busca e apreensão em diversos endereços relacionados à B.F.A., 35 anos, seu pai J.L.A., 56 anos, e seu irmão M.L.A., 30 anos. Em um imóvel no Núcleo Habitacional Mary Dota, os policiais flagraram o homem de 35 anos colocando caixas de agrotóxicos no interior do Onix alvo das investigações.
Nos fundos da casa, segundo a polícia, o pai dele foi surpreendido manipulando e rotulando embalagens de defensivos agrícolas para fracionamento e comercialização irregular. Em outro cômodo, havia uma espécie de depósito com diversas embalagens vazias de agrotóxicos de variadas marcas, além de recipientes cheios e rotulados e diversas embalagens de venenos para rato.
Em outro endereço, no Jardim Redentor, moradia do investigado M.L.A., que não estava no local, foram encontrados diversos frascos de produtos agrotóxicos, venenos para rato e rótulos para a falsificação dos defensivos. No mesmo bairro, em uma espécie de comércio da família, as equipes apreenderam um frasco de agrotóxico também com fortes indícios de falsificação.
B.F.A. e J.L.A. foram conduzidos até a sede do SIG, onde foram autuados em flagrante pelos crimes de associação criminosa, crime contra o meio ambiente e modalidades envolvendo agrotóxicos, estas previstas em uma lei específica de 2023. O primeiro também tinha um mandado de prisão em aberto pelo crime de estelionato, que foi cumprido. Amostras dos produtos apreendidos foram coletadas pela Polícia Científica para perícia e continuidade das investigações.