Uma investigação conduzida pelo Setor de Investigações Gerais (SIG) da Polícia Civil de Bauru resultou na desarticulação de um esquema criminoso envolvendo receptação de produtos furtados e tráfico de drogas em um ferro-velho clandestino localizado na comunidade Vila Zillo. A ação ocorreu após uma série de apurações relacionadas principalmente a furtos em residências do Jardim Estoril, explicou o delegado Marcelo Goes. Segundo ele, as diligências levaram os investigadores até o estabelecimento conhecido como “Ferro Velho do Bengala”, já alvo de denúncias e ocorrências anteriores ligadas aos crimes de receptação qualificada e tráfico de entorpecentes. O local passou a ser monitorado pelas equipes, que identificaram intensa movimentação suspeita e a utilização de um veículo acoplado a semirreboque para o transporte de materiais ilícitos.
Durante as investigações, os policiais também identificaram dois suspeitos apontados como integrantes da estrutura criminosa. Um deles seria responsável pela logística e transporte dos produtos ilegais, enquanto o outro atuaria como gestor do ferro-velho clandestino. Ambos, conforme levantamento da investigação, já haviam sido citados em outras ocorrências policiais, inclusive relacionadas a tentativa de homicídio. Com base nas provas reunidas, a Justiça autorizou mandados de busca e apreensão em imóveis ligados aos investigados. Durante o cumprimento das diligências em uma, os agentes abordaram um homem que estava no imóvel. No local, foram encontrados mais de 28 quilos de fios e cabos de cobre, posteriormente reconhecidos como pertencentes a uma empresa de telefonia e provenientes de furtos. Todo o material foi devolvido ao representante legal da empresa vítima.
Os policiais também apreenderam aproximadamente dois quilos de maconha, 100 gramas de cocaína, 50 gramas de crack e 50 gramas de haxixe, além de balança de precisão e materiais utilizados para embalar drogas. Ainda de acordo com a Polícia Civil, as investigações apontam a existência de uma associação criminosa estruturada, com divisão de funções e estratégias logísticas voltadas para dificultar a ação policial e ocultar as atividades ilícitas. A autoridade policial representou pelas prisões preventivas dos investigados envolvidos no esquema. Dois deles, no entanto, não foram localizados durante a operação e seguem foragidos.