POLÍTICA PARA MULHER

Região de Bauru: 515 vítimas de violência recebem auxílio-aluguel

Por | da Redação
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Governo do Estado de São Paulo/Divulgação
Além do suporte financeiro, o programa articula outras políticas públicas municipais, ampliando o acesso a serviços de proteção social, orientação e acompanhamento às mulheres
Além do suporte financeiro, o programa articula outras políticas públicas municipais, ampliando o acesso a serviços de proteção social, orientação e acompanhamento às mulheres

A região de Bauru registra a concessão do auxílio-aluguel para 515 mulheres vítimas de violência doméstica em pouco mais de um ano do programa. No estado, mais de 7,5 mil mulheres já foram atendidas. O programa somou um investimento de R$ 1,5 milhão na região, e R$ 21,4 milhões em todo o estado.

Os dados consolidados pela Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo (SEDS) são referentes aos repasses realizados no período de fevereiro de 2025 a abril de 2026. A iniciativa chegou a 591 municípios paulistas, um indicativo da abrangência da política pública e do papel central da rede municipal de assistência social como porta de entrada para o benefício.

Criado pelo Governo do Estado de São Paulo, o programa oferece uma ajuda de custo mensal de R$ 500 por seis meses, com possibilidade de renovação por igual período. O objetivo é garantir condições concretas para que mulheres em situação de vulnerabilidade possam se afastar de relações violentas com segurança e dignidade.

“Romper o ciclo da violência doméstica exige mais do que coragem, é necessário apoio real e condições concretas para um recomeço seguro. O Auxílio-Aluguel não é apenas um suporte financeiro, é uma ferramenta de autonomia e dignidade para que essas mulheres possam reescrever suas histórias longe do medo”, afirma a secretária de Desenvolvimento Social, Andrezza Rosalém.

Podem solicitar o benefício mulheres que possuam medida protetiva expedida pela Justiça, residam no Estado de São Paulo, estejam em situação de vulnerabilidade e cuja renda, até o momento da separação, não ultrapasse dois salários mínimos. O cadastramento é feito pela rede municipal de assistência social nos municípios participantes.

Após análise e aprovação, o valor é disponibilizado por meio de Poupança Social no Banco do Brasil, diretamente às beneficiárias. Além do suporte financeiro, o programa articula outras políticas públicas municipais, ampliando o acesso a serviços de proteção social, orientação e acompanhamento às mulheres atendidas em todo o estado.

Onde buscar ajuda:

Na Assistência Social: Centros de Referência da Assistência Social (Cras), Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas) e Centros de Referência de Atendimento à Mulher;

Na Saúde: Unidades Básicas de Saúde (UBSs), Prontos-Socorros (PSs) e hospitais;

Na Segurança Pública: Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs), Distritos Policiais (DPs) e Batalhões da Polícia Militar (PM) e do Corpo de Bombeiros;

Nos órgãos do Sistema de Justiça: Ministérios Públicos (MPs), Defensorias Públicas e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

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