Sentiu que sua pele tá precisando de um colágeno extra? Algumas manchas estão trazendo mais incômodo? Em geral, tratamentos como peeling, microagulhamento e laser podem ser indicados pelo seu dermatologista.
Mas como funciona cada um deles e como agem na pele? A seguir, eu tiro suas dúvidas.
Microagulhamento
O microagulhamento é um tratamento que age fazendo microperfurações na pele com agulhas ultrafinas, o que estimula a produção natural de colágeno e elastina. É indicado para tratar cicatrizes de acne, flacidez leve, poros dilatados e rugas finas.
Por ser minimamente invasivo, tem um tempo de recuperação relativamente curto (geralmente 2 a 5 dias de vermelhidão) e pode ser combinado com ativos como vitamina C ou ácido hialurônico para potencializar os resultados.
As indicações e restrições do microagulhamento:
É recomendado para cicatrizes de acne, estrias, flacidez leve a moderada, poros dilatados e rugas finas. Funciona em todos os fototipos de pele, inclusive em peles negras e morenas, o que é uma grande vantagem.
Não é indicado para quem tem acne ativa, rosácea em crise, infecções na pele, usa anticoagulantes ou fez radioterapia na região.
Gestantes também devem evitar.
A pele precisa estar sem queimaduras solares recentes, e o uso de isotretinoína oral (como o Roacutan) exige um intervalo de pelo menos 6 meses antes do procedimento.
Peelings
Já o peeling utiliza agentes químicos (como ácido glicólico, TCA ou outros tipos) para remover camadas da pele de forma controlada, revelando uma pele mais renovada. Sua profundidade varia do superficial ao profundo, e quanto mais intenso, maior o tempo de recuperação e os resultados, sendo que peelings profundos chegam a tratar manchas intensas, linhas de expressão e melasma com eficácia considerável.
As indicações e restrições do peeling:
Os superficiais (ácido glicólico, mandélico, salicílico) são indicados para manchas leves, oleosidade, acne e textura irregular — têm pouquíssimo tempo de recuperação e podem ser feitos com mais frequência.
Os médios (TCA) tratam melasma, manchas mais profundas e rugas moderadas.
Os profundos agem em rugas intensas e danos solares severos, mas exigem recuperação longa e cuidados rigorosos.
Restrições importantes envolvem peles muito escuras, que têm risco maior de mancha pós-inflamatória; exposição solar recente, herpes ativa, uso de Roacutan e gravidez também contraindicam o procedimento.
Laser
O laser, por sua vez, usa energia luminosa concentrada para tratar alvos específicos na pele, como melanina (manchas), vasos ou água nas células. É o mais versátil dos três: pode ser ablativo (remove camadas da pele, com maior recuperação) ou não ablativo (estimula o colágeno sem destruir a superfície). Costuma oferecer resultados mais precisos e mensuráveis.
As indicações e restrições do laser:
É indicado para manchas específicas, vasos aparentes, lesões pigmentadas, rejuvenescimento global ou remoção de tatuagens.
O laser ablativo (como CO? fracionado) é excelente para rugas mais profundas e cicatrizes, mas exige recuperação de 1 a 2 semanas.
O não ablativo (como Nd:YAG ou laser de diodo) tem downtime menor e é mais seguro para peles escuras.
As restrições incluem bronzeamento recente (que aumenta o risco de queimadura e manchas), uso de fotossensibilizantes, doenças autoimunes ativas, gravidez e, em alguns casos, histórico de queloides.
Lembrando que, na dermatologia, a combinação de procedimentos é comum para melhores efeitos. Mas isso deve ser pensado para cada paciente e sempre pelo seu dermatologista de confiança!
Um forte abraço e até o próximo domingo!
Daniela Hueb - Médica, CRM-SP 96.027