O Projeto Galpão, localizado no Centro de Bauru, completa 10 anos de atuação no próximo dia 14 de maio, oferecendo acolhimento a pessoas em situação de rua, dependentes químicos e profissionais do sexo. A iniciativa, mantida exclusivamente por voluntários e doações, atende entre 80 e 120 pessoas por noite, com serviços que incluem higiene pessoal, alimentação e apoio social.
Instalado na rua 13 de Maio, em frente ao viaduto que liga o Centro ao bairro Bela Vista, o espaço funciona às terças, quartas, sextas e sábados. No local, os atendidos passam por triagem, recebem kits individuais de higiene e têm acesso a banho, roupas limpas e cuidados básicos, como corte de cabelo e barba. Após o atendimento, todos participam de um jantar preparado em uma cozinha semi-industrial mantida pelo projeto.
Além dos serviços essenciais, o Galpão oferece um ambiente de convivência, com atividades simples de lazer, como jogos, e momentos de conversa. As roupas utilizadas pelas pessoas atendidas e que estejam em bom estado, são higienizadas e reutilizadas, enquanto as inadequadas são descartadas. A estrutura também conta com lavanderia própria para dar suporte à demanda.
Segundo um dos idealizadores Marcos Gino da Silva, conhecido como Gino, o projeto funciona sem qualquer apoio governamental. "Tudo o que temos vem de doações e parcerias. Desde o aluguel até alimentos e produtos de higiene são custeados por colaboradores", afirma. Ele destaca que a demanda é contínua e alta, o que exige manutenção constante da estrutura, além de reposição frequente de itens como alimentos, produtos de limpeza e vestuário.
O projeto também promove ações complementares, como encaminhamento de interessados para tratamento contra dependência química em clínicas da região, além de iniciativas como bazares solidários e a chamada "agenda da alimentação", em que grupos se organizam para preparar as refeições que serão servidas. Outra necessidade constante é a de voluntários, que atuam em diversas frentes, desde o atendimento até a organização interna.
Em uma década de atividade, a estimativa é que cerca de 200 mil atendimentos tenham sido realizados. "É um trabalho coletivo, feito por pessoas que querem ajudar. Cada doação e cada voluntário fazem diferença para manter essa corrente do bem", ressalta Gino. Interessados em contribuir com alimentos, roupas, itens de higiene ou mesmo ser um voluntário, podem entrar em contato pelos telefones do projeto (14 99669-5373/ 99710-0037) ou realizar doações via Pix (CNPJ do Projeto): 30.841.714/0001-93.