EM AREALVA

Homem esfaqueado na nuca corre de casa em chamas; irmão é preso

Por Lilian Grasiela | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Google/Reprodução
C.L.J.S. foi autuado em flagrante na Delegacia de Arealva pelos crimes de homicídio qualificado (fratricídio - quando a vítima é o próprio irmão) e causar incêndio e ficou à disposição da Justiça
C.L.J.S. foi autuado em flagrante na Delegacia de Arealva pelos crimes de homicídio qualificado (fratricídio - quando a vítima é o próprio irmão) e causar incêndio e ficou à disposição da Justiça

Arealva - Um homem de 40 anos foi preso em flagrante pela Polícia Civil, nesta sexta-feira (10), em Arealva (41 quilômetros de Bauru), suspeito de esfaquear o irmão, de 35 anos, e de atear fogo à residência onde ele estava, no bairro São Pedro, com a intenção, segundo a polícia, de encobrir o crime. No momento em que as chamas se alastravam, o autor chegou a dizer para equipes de resgate que não havia ninguém no local, mas foi surpreendido com a vítima em chamas saindo do imóvel pedindo ajuda. Ela foi conduzida à Santa Casa da cidade, mas não resistiu.

De acordo com o registro policial, equipes da Polícia Militar (PM), Defesa Civil e Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas para atender ocorrência de incêndio a residência e, no endereço, encontraram um dos moradores, C.L.J.S., já do lado de fora.

Questionado se havia mais pessoas no interior da casa, segundo uma testemunha, ele teria dito que não, afirmando que sua mãe e sua irmã estavam em outro local. Na sequência, porém, seu irmão W.C.J.S. saiu do imóvel correndo, com o corpo em chamas, pedindo ajuda.

Ele foi levado ao Pronto-Socorro (PS) da Santa Casa, mas não resistiu. Durante o atendimento, a equipe médica notou que o paciente, além das queimaduras, apresentava uma perfuração na nuca causada por instrumento pérfuro–cortante ou perfurante (faca ou punhal).

Ainda conforme registro policial, em depoimento na delegacia, o irmão dele negou o crime, mas não soube explicar porque havia dito que não havia ninguém na residência no momento do incêndio. Segundo a Polícia Civil, há vários registros anteriores de desavenças entre eles.

C.L.J.S. foi autuado em flagrante pelos crimes de homicídio qualificado (fratricídio - quando a vítima é o próprio irmão) e causar incêndio e ficou à disposição da Justiça, aguardando apresentação na audiência de custódia. O delegado Roberto Cabral Medeiros representou pela conversão da prisão em flagrante dele em prisão preventiva.

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