A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), vinculada à Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), avançou na ampliação do monitoramento do rio Tietê com a expansão de sua rede de estações automáticas em pontos estratégicos, incluindo Barra Bonita e, mais recentemente, Promissão (120 quilômetros de Bauru).
A nova unidade é fundamental para fortalecer a capacidade de vigilância no Médio e Baixo Tietê, integrando um esforço contínuo do Estado para modernizar a gestão dos recursos hídricos e garantir uma cobertura geográfica mais abrangente e precisa.
O equipamento instalado opera de forma ininterrupta, realizando medições a cada cinco minutos, 24 horas por dia, o que permite o acompanhamento detalhado e em tempo real de parâmetros essenciais como oxigênio dissolvido, temperatura e pH.
Essa alta frequência na coleta de dados é crucial para identificar variações imediatas nas condições ambientais, fornecendo subsídios técnicos indispensáveis para a preservação do ecossistema e para a rápida tomada de decisão na gestão da qualidade da água em todo o trecho monitorado.
A nova unidade recebeu investimento de R$ 560 mil, por meio do Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro), e integra um programa de ampliação da rede iniciado em 2023.
Desde então, a companhia já aplicou cerca de R$ 3 milhões na instalação e operação de seis estações automáticas no Rio Tietê, localizadas em Mogi das Cruzes, Penha (Guarulhos), Rasgão (Pirapora do Bom Jesus), Laranjal Paulista, Barra Bonita e agora Promissão.
Segundo a diretora de Qualidade Ambiental da Cetesb, Maria Helena Martins, o monitoramento contínuo amplia a capacidade de compreender a dinâmica do rio e orientar decisões de gestão.
"Com dados contínuos e em tempo real, conseguimos acompanhar parâmetros como o oxigênio dissolvido na água e avaliar como a operação dos reservatórios influencia a qualidade do Tietê. Essa base de dados é essencial para orientar o planejamento e as políticas públicas", afirma.
Como funciona
Cada estação possui uma sonda submersa instalada a poucos metros da margem do rio, responsável por medir parâmetros como oxigênio dissolvido, turbidez, temperatura, pH e condutividade.
Os dados são transmitidos para a sede da Cetesb, na capital paulista, onde passam por validação técnica antes de serem consolidados e divulgados.
Rede de monitoramento
Além das estações automáticas, a Cetesb mantém 27 pontos de coleta ao longo do Rio Tietê, entre Biritiba Mirim e a foz no rio Paraná, para acompanhar a evolução da qualidade da água.
Para avaliar a poluição orgânica proveniente do esgoto da Região Metropolitana de São Paulo, a companhia também monitora 30 afluentes entre Mogi das Cruzes e Barueri, medindo a concentração de matéria orgânica antes que esses cursos d’água cheguem ao Tietê.
Na barragem Edgar de Souza, é realizada a quantificação da carga de poluição orgânica que chega ao rio após atravessar a região metropolitana.
"Com a combinação de estações automáticas, coletas periódicas e pontos estratégicos de medição, consolidamos uma estrutura integrada de acompanhamento da qualidade das águas do Rio Tietê", conclui a diretora.